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Resultados do ADN aceleram escavações na Praia da Luz

por

JOSÉ MANUEL OLIVEIRA e PAULA MARTINHEIRA  

PJ considera vestígios fortes indícios

Os vestígios de sangue na bagageira do Renault Scénic cinzento alugado por Gerry e Kate McCann, 25 dias depois do desaparecimento de Madeleine ter desaparecido, à empresa de rent-a-car Budget, em Faro, pertencem mesmo à criança que a PJ diz estar morta.

A notícia foi ontem ao princípio da noite avançada pelo canal de televisão britânico Sky News, que citou a polícia portuguesa. Garante que dois dos três vestígios recolhidos pela PJ na primeira semana de Agosto naquela viatura, e que foram analisados pelo Forensic Science Service, de Birminigham, no Reino Unido, são "cem por cento compatíveis com o perfil genético de Maddie".

Uma informação que o inspector--chefe da Polícia Judiciária, Olegário Sousa, desmente ter sido dada por esta polícia. "A PJ desconhece tal situação. Provavelmente, foi a polícia inglesa a dar a notícia ao canal britânico", disse ao DN, não desmentido, contudo, o teor da informação. O porta-voz acrescentou que a PJ "recebeu grande parte dos resultados das análises forenses na semana passada", desconhecendo se já teriam chegado à Judiciária os restantes relatórios.

As primeiras análises indicaram uma semelhança de cerca de 80% entre o sangue encontrado na mala do carro alugado pelos McCann e o da pequena Maddie. O relatório de Birmingham indica agora que o ADN encontrado naquela viatura é mesmo da pequena Maddie. As autoridades portuguesas estarão convictas de que o veículo terá siso utilizado para transportar o corpo da criança. Contudo, existe a possibilidade do ADN ser proveniente de roupas de Madeleine ou do urso de peluche pertencente à menina transportados no Renault Scénic. Ou de saliva que tivesse estado em algum brinquedo com o qual tivesse tido muito contacto e que depois tivessem sido transportado na bagageira.

Tal como o DN já referiu, a análise ao sangue é como uma "impressão digital genética", conforme explicou o ex-director do Laboratório Científico da Polícia Judiciária, José Anes. Na altura, aquele especialista sustentava que se o sangue detectado na viatura utilizada pelos McCann pertence, de facto, a Maddie, como avança agora a SKY News, "o cadáver passou por lá ou passaram mais tarde algumas roupas ou objectos já contaminados com os vestígios de sangue dela".

O carro já foi entregue à empresa de aluguer - desmentindo dados dos jornais ingleses de que os McCann o teriam ainda para fazer exames forenses privados. A empresa recusou-se a prestar declarações ao DN. Questionado sobre se a PJ tenciona proceder a novas investigações naquela viatura, o porta-voz Olegário Sousa afirma não ter conhecimento, mas ressalvou que "se a investigação precisar da viatura, não a libertará". O Renault Scénic não estará disponível para qualquer aluguer.


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