Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


sociedade

Escutas e 'mails' decisivos na investigação da PJ

por

JOSÉ MANUEL OLIVEIRA

PAULA MARTINHEIRA  

Pela primeira vez desde que Madeleine McCann desapareceu, na noite de 3 de Maio, na Praia da Luz, perto de Lagos, a mãe da criança britânica foi ontem inquirida no Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Portimão da Polícia Judiciária (PJ) na presença de um advogado. À hora do fecho desta edição, pelas 23.00, Kate McCann ainda estava a ser submetida a um longo interrogatório como testemunha no processo. Mas poderia ainda vir a ser constituída arguida no caso. O seu marido, Gerry, deve ser ouvido hoje pelas autoridades.

Quando a inquirição foi interrompida para jantar, perto das 22.00, o advogado de Kate McCann garantia que a mãe de Maddie estava a ser ouvida como testemunha no caso.

De resto, conforme apurou o DN, as diligências envolvendo Kate estavam para avançar há cerca de um mês. O empurrão decisivo foi a chegada esta semana dos resultados dos testes efectuados em Inglaterra aos vestígios encontrado no quarto onde Maddie desapareceu. A polícia destaca também os vestígios detectados na viatura do casal, nomeadamente o odor ao cadáver da filha. Mas a principal linha de investigação policial aponta para as escutas telefónicas e e-mails trocados pelos McCann e seus amigos ingleses entretanto regressados ao Reino Unido.

Hoje, será a vez do seu marido, Gerry, ser ouvido pela polícia, que fez questão de inquirir o casal em separado e em dias diferentes. Esta é a quarta vez que os McCann são inquiridos pela Judiciária, o que sucede um dia depois de a PJ ter recebido os primeiros resultados dos exames efectuados por um laborátório inglês relativos às amostras de sangue detectadas no apartamento do The Ocean Club, de onde desapareceu Maddie, bem como vestígios de cabelos e outros tecidos recolhidos não só naquela habitação, mas também na viatura entretanto alugada pelo casal e na qual os cães pisteiros britânicos que estiveram no Algarve detectaram odor a cadáver.

Depois de uma manhã aparentemente tranquila, durante a qual os pais de Maddie oraram na igreja da Senhora da Luz com o padre anglicano Haynes Hubbard, o casal saiu da sua casa pouco antes das 13.30, acompanhado pela sua assessora. O carro conduzido por Gerry chegou a Portimão meia-hora depois, tendo Kate McCann, segurando o já famoso peluche que pertencia a Maddie, entrado nas instalações do DIC às 14.00, após se ter despedido com um beijo do seu marido.

Na PJ, Kate já era aguardada há algum tempo pelo seu advogado português, Carlos Pinto de Abreu, que fora contactado por colegas ingleses na passada semana, a fim de mover uma acção judicial contra o semanário Tal & Qual, que noticiou que a PJ acredita que o casal McCann matou a filha com uma dose de calmantes.

Novas diligências policiais podem vir a decorrer em Inglaterra, mediante as novas provas recolhidas. O alvo dessas diligências poderá ser um médico britânico que se encontrava na noite de 3 de Maio, com os McCann, na altura em que Madeleine desapareceu. Ontem à noite, e pela primeira vez, a imprensa britânica referia o receio sentido pelo McCann de se tornarem suspeitos no caso. |


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


RSS


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?

Sim
Não
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Cartaz

PLANO GERAL

PLANO GERAL

Portugal

Facebook

Facebook

Televisão

Guia TV

Guia TV

Portugal

Twitter

Twitter




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos