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AMADEU ARAÚJO, Viseu
Homem de 46 anos foi levado para o hospital
Um professor de música de 46 anos esteve ontem barricado na própria casa, em Viseu, durante cinco horas, período em que disparou sete tiros do interior da habitação para a rua. Os disparos não provocaram vítimas nem danos materiais. Mário Laranjo Tinoco acabou por se entregar cinco horas depois, após negociações com a Polícia de Segurança Pública (PSP), e foi conduzido para o serviço de psiquiatria do hospital de Viseu, onde está internado.
Uma moradora no prédio onde o homem se barricou contou ao DN que seria 01.00 quando chegou a casa e o viu "na entrada meio vestido". A vizinha, que solicitou anonimato, relatou: "Optámos por não entrar logo, porque, apesar de nunca se ter mostrado violento, é um chato. Quando vimos que ele já tinha subido, entrámos em casa. Pouco tempo depois ouvimos uns estampidos terríveis, até pensei que eram foguetes."
Percebendo que se tratava de tiros, os vizinhos chamaram a PSP, que chegou ao local à 01.30 e "de imediato tentou negociar com o indivíduo", afirmou ao DN Bruno Soares, comissário desta força.
A PSP optou por criar "um perímetro de segurança em torno do prédio, que foi mais tarde reforçado com elementos do Corpo de Intervenção", afirmou o responsável. Como o indivíduo se mostrava "irredutível", a PSP "entendeu chamar negociadores e o Grupo de Operações Especiais [GOE]".
Estas forças conseguiram, cerca das 06.30, "que o indivíduo se rendesse e saísse, de forma pacífica, do apartamento, o que veio a suceder. Foi imobilizado e conduzido ao hospital de Viseu", adiantou Bruno Soares. O comissário revelou que "foi apreendida a arma usada, uma caçadeira de um cano com 12 mm e com a qual foram feitos sete disparos".
Durante o tempo em que esteve barricado, Mário Laranjo Tinoco esteve sempre sozinho, já que "a esposa, quando se apercebeu que ele estava alterado, não subiu com ele para casa", referiu o oficial da PSP.
De acordo com a PSP, Mário Tinoco tem licença de uso e porte de arma e a caçadeira estava legalizada. Apesar disso, a PSP apreendeu a arma e remeteu o caso para o Ministério Publico. Mário Laranjo Tinoco está desde ontem internado no serviço de psiquiatria do hospital de Viseu.
O caso acabou por ter um desfecho sem consequências, mas causou um forte aparato na rua. A PSP fez deslocar para o local uma série de meios. Da esquadra de Viseu participaram na acção policial 20 agentes. Do Porto seguiram 25 efectivos do Corpo de Intervenção, a que se juntaram dez elementos do Grupo de Operações Especiais de Lisboa. Os bombeiros também foram destacados, tendo os voluntários de Viseu estado no local com duas viaturas.
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