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Incêndios nas Canárias obrigam mais de 13 mil a abandonar casas

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SUSANA SALVADOR  

Zapatero cancelou visita à Catalunha e viaja hoje para o arquipélago

As temperaturas começaram a descer e o vento a amainar mas nem assim os incêndios florestais deram ontem descanso aos mais de 400 bombeiros e militares que combatem as chamas em duas ilhas do arquipélago das Canárias. Mais de 13 mil pessoas tiveram de deixar as suas casas e o fogo já destruiu 35 mil hectares de terreno na Grande Canária e em Tenerife. O primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, cancelou uma visita à Catalunha e viaja hoje para avaliar os estragos na região.

Segundo o líder do Governo das Canárias, Paulino Rivero, "estes são os piores incêndios nas últimas décadas", estando a maioria das frentes ainda por controlar. Na Grande Canária, onde o fogo já lavra desde sexta-feira, um terço da superfície florestal da ilha foi atingida e pelo menos 5200 pessoas foram desalojadas.

As autoridades trabalham para impedir que as chamas atinjam o centro de comunicações do Pozo de las Nieves, o ponto mais elevado da ilha. Noutra frente de incêndio, junto à localidade de Fataga, dois soldados da Unidade Militar de Emergência ficaram feridos quando o camião cisterna em que seguiam capotou.

Na ilha vizinha de Tenerife, 8400 pessoas foram retiradas das suas casas, segundo os números das autoridades locais. Apenas uma das frentes do incêndio está controlada, sendo que o perímetro do fogo abarca 62,8 quilómetros e pouco menos de 14 mil hectares de terreno. Durante a madrugada, outro incêndio deflagrou na ilha de La Gomera, obrigando os cem habitantes de Alajeró a deixarem as suas casas. Mas o fogo ficou controlado logo de manhã.

Os trabalhos dos bombeiros têm sido dificultados pelas elevadas temperaturas - acima dos 40 graus - e pelo vento, que impediu o funcionamentos dos meios aéreos. Segundo o Instituto de Meteorologia espanhol, a posição do anticiclone dos Açores permitiu a chegada ao arquipélago de uma massa de ar quente oriunda do continente africano, que provocou a redução da humidade do ar.

As condições meteorológicas começaram ontem a melhorar - as temperaturas devem continuar hoje a descer -, permitindo a actuação de oito helicópteros e um avião. A ministra do Ambiente espanhola, Cristina Narbona, anunciou entretanto o envio de mais meios aéreos. Com Agências


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