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por
João Miguel Tavares
jornalista
jmtavares@dn.pt
A ministra de Educação enterrou o caso Charrua - paz à sua alma. Mas permitam-me um último dizer sobre o defunto. É que ando há vários dias a coçar as meninges diante deste bizarro silenciamento: será que ninguém reparou que o pobre e oprimido professor mentiu com os dentes todos? Se é verdade que o seu processo disciplinar é inadmissível e preocupante, não é menos verdade que o despacho de acusação - cujo conteúdo, sublinhe-se, não foi contestado nem por Charrua nem pela sua advogada - é claríssimo e desmente a versão que o professor sempre fez passar aos media - a de que se teria limitado a dizer uma piada sobre a licenciatura de José Sócrates. Chamar "filho da puta" ao primeiro-ministro (a frase exacta é: "somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um filho da puta") não é uma graçola inocente - é um insulto a Sócrates e à sua mãezinha.
A mim, pessoalmente, a coisa chateia-me. Mas até agora quase não li uma linha sobre o assunto - apenas o martelar cego na tecla que se tornou dogma nas últimas semanas: somos governados por gente autoritária e arrogante. Não me entendam mal: nós somos mesmo governados por gente autoritária e arrogante. Só que uma opinião pública informada tem obrigação de separar o trigo do joio. É um facto que o caso Charrua se inicia com um acto de bufaria digno dos melhores tempos da PIDE. É um facto que uma qualquer figura miserável transformou o que se devia ter mantido como uma conversa de corredores em queixa formal e assunto de Estado. Mas é igualmente um facto que o heróico professor Charrua, que anda para aí a armar-se em vítima da liberdade de expressão, não teve coluna vertebral para assumir publicamente o que se passou e as palavras que proferiu.
Fernando Charrua não precisava de vir para as televisões confessar "eu chamei filho da puta ao primeiro-ministro". Mas devia ter dito: "Quaisquer excessos de linguagem que tenha cometido aconteceram no decorrer de uma conversa privada e ninguém tem nada a ver com isso." Tivesse-o feito e mereceria todo o meu respeito. A partir do momento em que mentiu e andou pelas ruas a jurar que se limitara a soltar "um comentário em tom jocoso", o seu processo disciplinar não deixa por isso de ser uma vergonha - mas ele perde qualquer autoridade moral para andar agora a reivindicar indemnizações, reintegrações e a ameaçar processos contra o Estado. O professor Charrua pode ser uma vítima. Mas faltou-lhe a grandeza dos que, sendo acusados de forma injusta, assumem os seus actos e não inventam mentiras só para compor a fotografia. Infelizmente, ninguém sai bem desta história.
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