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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior anunciou ontem ter ordenado "de imediato" à inspecção-geral e à direcção-geral do Ensino Superior que procedam a "averiguações quando ao regular funcionamento" da Universidade Moderna (Dinensino), invocando um conjunto de "reclamações" apresentadas junto dos seus serviços. A tutela desencadeou também um inquérito para avaliar a manutenção do reconhecimento público da instituição.
Estes anúncios surgiram no mesmo dia em que, num comunicado, a Federação Nacional dos Pro fessores (Fenprof) teceu duras críticas ao ministro Mariano Gago, a quem acusou de ainda não ter assumido qualquer "intervenção efectiva" para solucionar o "inimaginável grau de degradação" atingido pela universidade, apesar de "há quase dois meses" ter desencadeada uma acção urgente de acompanhamento da situação.
Entre outros aspectos, a Fenprof disse que a Moderna "está sem reitor há dois meses", que "os professores não assinam os livros de termos [que oficializam as classificações dos alunos]", que "o património tem sido delapidado" e que "muitos professores foram despedidos sem justa causa"."O que é que falta tornar-se ainda pior, se tal for possível, para que o Ministro intervenha?", questionou o sindicato .
Recorde-se que a Moderna tem hoje à noite uma assembleia-geral onde os cooperadores deverão ser confrontados com a possibilidade de investirem na instituição, de diminuirem o seu capital social drasticamente ou de suspenderem a sua actividade por completo. O Relatório e Contas de 2006 da Dinensino, divulgado ontem pelo DN, dá conta de um passivo próximo dos 17 milhões de euros, da quase total ausência de bens próprios, e de uma quebra dos resultados operacionais de 2,3 milhões.
O Ministério do Ensino Superior anunciou ter indeferido um pedido de suspensão do processo de encerramento compulsivo que recai sobre a Universidade Internacional da Figueira da Foz, cuja decisão definitiva deverá ser conhecida no final do mês de Novembro. | P.S.T. e NELSON VILAR /ARQUIVO DN (imagem)
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