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por
HELDER ROBALO
HERNANI PEREIRA (imagem)
A criminalidade nos transportes públicos da área do Grande Porto parece ter ter estabilizado, segundo o Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública (PSP) do Porto. Embora não avance números concretos das denúncias registadas em 2006, a PSP refere que "não se tem verificado um evoluir no sentido negativo das denúncias que são efectuadas".
Para a Associação de Utentes dos Transportes Públicos do Porto, os principais problemas ao nível da rede de metropolitano do Porto situam-se nas estações secundárias, que "não têm o mesmo policiamento nem a mesma vigilância de seguranças que as outras estações", refere ao DN Norberto Alves, porta-voz da associação.
O período nocturno, sobretudo na Baixa do Porto, é um dos mais complicados, adianta aquele responsável. "A Baixa está deserta e, a partir das 22.00 quase não se vê ninguém na rua, nem sequer polícia", explica. Por isso, "a sensação de insegurança aumenta ainda mais, já que as pessoas, muitas vezes, estão na paragem do autocarro ou na estação do metro sozinhas, à espera de transporte", conta ainda.
Ao nível da rede da Sociedade de Transportes Públicos do Porto (STCP), Norberto Alves adianta que os principais problemas verificam-se em "algumas das zonas onde foram suprimidas linhas e que, por isso, obrigam a uma maior concentração de pessoas". Aglomeração que se torna mais apetecível "sobretudo para os carteiristas".
Em traços gerais, o porta-voz da associação aponta Campanhã (Porto) e Gatões (Vila Nova de Gaia), como algumas das zonas mais complicadas em termos de segurança. A estas juntam-se ainda a Baixa do Porto, no período nocturno, e alguns dos bairros da cidade, nomeadamente os de Aldoar e Aleixo.
No entender de Norberto Alves, uma das formas de melhorar a segurança na Baixa do Porto, à noite, seria a "criação uma política de incentivos que trouxesse as pessoas para esta zona da cidade". Aquele responsável recorda ainda que, "há alguns anos atrás, as pessoas vinham à Baixa, havia movimento. Hoje em dia, a partir das 22.00 está tudo deserto, não se vê ninguém na rua. Nem a polícia".|
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