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ABEL COELHO DE MORAIS
Islamitas radicais tinham procurado camuflar-se entre a população
Uma operação aérea da força da NATO no Afeganistão terá provocado na noite de sexta para sábado mais de 60 vítimas civis durante o bombardeamento a uma vila onde se refugiara um grupo de talibãs que, por sua vez, terá sofrido mais de 30 baixas mortais.
Segundo responsáveis do distrito de Gereshk, na província de Helmand, sul do Afeganistão, "foram mortos 65 civis, entre os quais mulheres e crianças" enquanto "os talibãs perderam 35 elementos". Estes números não puderam ser confirmados por fonte independente.
A confirmarem-se as vítimas mencionadas pelos responsáveis do distrito de Gereshk, este seria o caso mais grave de perda de vidas civis desde o fim do regime talibã em Dezembro de 2001.
Um porta-voz da Força Internacional de Assistência e Segurança no Afeganistão (ISAF, na sigla em inglês) admitiu a possível existência de vítimas civis, mas especificou ser necessária a realização de um inquérito para estabelecer o número real de mortos entre a população da vila de Haidar Abad. De acordo com o mesmo porta-voz, o ataque aéreo foi pedido por forças terrestres da NATO e do exército afegão quando foram alvo de uma forte barragem de fogo de elementos talibãs. Estes procuraram depois refúgio numa área com habitações civis, num padrão que está a tornar-se comum.
Elementos da ISAF denunciaram repetidas vezes este padrão dos islamitas radicais de procurarem confundir-se entre a população civil ou de colocarem reféns não combatentes nas posições a partir das quais desencadeam os seus ataques contra as forças da NATO e do exército nacional afegão.
O Presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, já se pronunciou várias vezes contra as "imprecisões" da força aérea da NATO, considerando que a Aliança acha ser "de pouco valor a vida de um afegão".
Um porta-voz da ISAF em Cabul explicou ontem que é impossível prosseguir um outro tipo de operações, atendendo à escassez de tropas no terreno. Este défice torna indispensável e frequente o uso à arma aérea, referiu à AFP. Com agências
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