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Concorrentes criticam júri e Bárbara Guimarães

por

NUNO CARDOSO

ARQUIVO DN-DIANA QUINTELA (imagem)  

Os concorrentes da última edição do Campeonato Nacional de Língua Portuguesa, programa da SIC Notícias cuja final decorreu a 28 de Abril no CCB, não tiveram tento na língua nos protestos. Numa carta de protesto enviada à organização, exigem a demissão do júri e questionam a escolha de Bárbara Guimarães como apresentadora.

O motivo das queixas reside nos erros gramaticais que ocorreram ao longo da emissão, bem como ao longo das fases de apuramento, adiantou ontem o jornal Público. Exemplificando: segundo a produção, "tecelã" não é o feminino de "tecelão" e "exuberante escreve-se com 's'". Assinada por cerca de 50 concorrentes (desta última edição, bem como das anteriores), a carta foi dirigida a dezenas de pessoas e entidades ligadas à organização do concurso.

Os participantes exigem, assim, a demissão do júri do programa, mais especificamente da Comissão Técnico-Científica (CTC), que esteve presente no CCB para se certificar que não existissem falhas gramaticais. Da comissão fazem parte António Loja Neves (do Expresso), Luísa Mellid-Franco (crítica literária), António Valdemar (jornalista), D' Silvas Filho (linguista) e Elsa Santos (Sociedade da Língua Portuguesa).

Bárbara Guimarães, que conduziu a emissão, também não ficou imune às críticas. Os concorrentes escrevem na carta que a apresentadora pronunciou mal algumas palavras, o que os induziu em erro.

Na edição deste ano, as falhas não residiram só nas palavras. Em situações de desempate, em que se fazia uma única pergunta para todos os concorrentes, respondia aquele que primeiro carregasse no botão que accionava a luz da sua plataforma. O que aconteceu é que nem todas as luzes estavam operacionais no mesmo momento.

Os responsáveis do campeonato já elaboraram uma resposta à carta de protesto, em que explicam que se "comprometem a analisar ao pormenor os erros ou defeitos apontados", acrescentando que não vão ceder a "pressões externas". Na resposta da organização, há ainda referência à tentativa de boicote a que se assistiu na gala final. António Neves, da CTC, justifica as falhas com a escassez de tempo na preparação do programa e com o facto de ser transmitido em directo, segundo explica no documento. Até à hora de fecho, o mesmo mostrou-se incontactável.

Bárbara Guimarães disse ao DN não querer prestar declarações. "Remeto o meu comentário para a resposta da organização", referiu.|


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