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RUI COUTINHO (imagem)
O preço das viagens de avião entre Lisboa e Porto poderá baixar, na sequência da compra da Portugália pela TAP, admitiu ontem o presidente da transportadora pública, Fernando Pinto, à margem do debate sobre a Ota.
Esta rota, que é assegurada apenas pelas duas companhias, foi o principal obstáculo da Autoridade da Concorrência (AdC) ao negócio. A AdC acabou por dar luz verde, condicionada à adopção de remédios que passaram pela indexação dos preços da rota Lisboa/Porto à ligação Lisboa/Madrid, considerada uma rota concorrencial equivalente, para além de limites ao aumento das tarifas nesta linha pelo valor da inflação. A concorrência impôs também o congelamento do número de voos entre as duas maiores cidades do país e a cedência de slots (reservas para voos), no caso de surgir um terceiro operador nesta ligação.
O presidente da TAP adiantou ainda que é um objectivo tornar esta ligação aérea competitiva em termos de preço com os transportes concorrentes, como a rodovia, mas também o comboio. A linha de alta velocidade entre as duas cidades deverá desviar parte substancial do tráfego aéreo actual, se os preços forem competitivos face ao avião.
Em relação à redução de trabalhadores na Portugália, Fernando Pinto disse que "jamais poderá dar a garantia de que não vai haver despedimentos". O gestor comentava uma notícia do Jornal de Negócios de que a TAP iria dispensar 350 trabalhadores da Portugália, cerca de metade do total, após a compra da companhia privada. Fernando Pinto diz que só depois da luz verde final da Autoridade da Concorrência, é que será avaliada uma eventual necessidade de redução do número de trabalhadores na PGA, com base no objectivo de uma maior eficiência. A TAP estima em 38 milhões de euros as sinergias anuais geradas com a compra da PGA a nível comercial e operacional, mas não se sabe concretamente onde serão conseguidas as poupanças. Fernando Pinto desmente que tenha sido feita uma provisão de cinco milhões de euros para o custo de redução de efectivos, e que a ser feita será nas contas da Portugália que se manterá autónoma da TAP.
O gestor refutou ainda as acusações do responsável ibérico da companhia de low-cost EasyJet de que a TAP só obtinha lucros com maquilhagem nas contas, classificando-as de levianas. Fernando Pinto adiantou que vai processar o responsável da companhia, que passou a ser a segunda em passageiros transportados.|
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