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Novos empresários investem nos serviços, comércio e construção

por

ANA TOMÁS RIBEIRO

ARQUIVO DN-AMIN CHAAR (imagem)  

A maioria dos novos empresários investiu nos sectores dos serviços, comércio, construção e turismo em 2006, de acordo com os resultados do inquérito do Observatório da Criação de Empresas do IAPMEI - Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento. Uma conclusão que só vem confirmar a crescente terciarização da economia portuguesa.

De acordo com dados do inquérito, realizado junto de 1084 empresas e 1748 empresários, cerca 42,2% dos pretendem exercer a sua actividade na área dos serviços, 27% no comércio e 12,2% na construção. O turismo é o sector que se segue, atraindo os investimentos de 11,2% dos abrangidos nesta amostra.

Na sua maioria jovens (mais de metade tem menos de 35 anos) e do sexo masculino, estes novos empreendedores têm um nível reduzido de habilitações literárias, que não vai além da conclusão do ensino secundário. Estes representam mais de metade do universo de inquiridos e a maioria até só tem o ensino obrigatório. Por outro lado, apenas 22,6% dos empreendedores abrangidos pelo inquérito tinha tirado uma licenciatura.

Curiosamente, o peso maior de licenciados ocorre no escalão etário dos 26 aos 35. Isto quer dizer que o perfil do novo empreendedor" tende a melhorar", conclui o relatório.

Quanto à experiência profissional a situação dos inquiridos é melhor. Grande parte dos empreendedores já tinha tido experiência empresarial e na maioria dos casos bem sucedida. Cerca um terço já era empresário em nome individual ou numa sociedade e outro terço trabalhava por conta de outrem. No entanto, cerca de 14,7% dos novos empresários inquiridos estavam em situação de desemprego antes de criarem um empresa. Um valor que tem vindo a aumentar nos últimos anos, como resultado do período de recessão económica que o País atravessou. Assim, a falta de saídas no mercado de trabalho está a levar alguns profissionais a criarem o seu próprio emprego.

As empresas criadas, no entanto, continuam a ser de reduzida dimensão, pelo que não ajudam em muito à criação e novos postos de trabalho, bem pelo contrário.

Cerca de 20% das start-ups abrangidas pelo inquérito operaram no primeiro ano de actividade sem um único empregado e dois terços funcionam com um a quatro trabalhadores. |


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