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Estudo foi realizado pela Escola de Saúde Johns Hopkins
As pessoas que, ao longo da sua vida, praticaram sexo oral com mais do que cinco parceiros têm 250% mais hipóteses de sofrer de cancro na garganta do que aquelas que não praticam sexo oral.
De acordo com um estudo realizado na Escola de Saúde Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, isto deve-se ao facto de o Papilomavirus Humano (PVH) poder ser transmitido também através do sexo oral. O papilomavírus é responsável por infecções em cerca de 80% das mulheres sexualmente activas e está implicado na maioria dos cancros cervicais (no útero).
Os investigadores recolheram amostra de sangue e saliva de cem homens e mulheres a quem foi recentemente diagnosticado cancro na região da garganta e faringe e de 200 outros indivíduos saudáveis. As análises revelaram quantos destes indivíduos tinham sido já infectados com PVH. Além disso, todos os participantes neste estudo responderam a um questionário sobre a história clínica da família, os seus hábitos sexuais e outros factores de risco, como o contacto com álcool e tabaco.
Os cientistas chegaram assim à conclusão que as pessoas já infectadas com PVH tinham 32 vezes mais probabilidades de contrair cancro na garganta. Esse número aumentava para 58 vezes mais probabilidades para aqueles que foram infectados com PVH-16, uma estirpe particularmente agressiva do vírus.
O estudo também revelou que, através do PVH, há uma ligação entre o sexo oral e o cancro na garganta: as pessoas que já praticaram sexo oral com um a cinco parceiros em toda a sua vida têm aproximadamente o dobro das hipóteses de contrair a doença do que quem nunca fez sexo oral. Com seis ou mais parceiros, as probabilidades são 250% superiores.
De acordo com o artigo publicado no The New England Journal of Medicine, apesar de serem necessárias mais investigações com amostras mais alargadas, este estudo mostra mais vez como é importante o uso do preservativo, mesmo durante o sexo oral.
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