Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


sociedade

Novo tratamento do cancro da próstata reduz risco de impotência

por

DIANA MENDES

PAULO SPRANGER (imagem)  

Uma nova técnica de tratamento do cancro da próstata está a revelar grandes benefícios nos casos precoces da doença e nos recorrentes, que geralmente se revelam dez anos após uma cirurgia radical. O HIFU (High Intensity Focused Ultrasound) é um tratamento menos invasivo e seguro e tem menos riscos de disfunção eréctil e incontinência. Milhares de doentes vão poder beneficiar deste método, que foi introduzido há oito meses em Portugal.

A nova técnica consiste na utilização de ultrasons de elevada intensidade para eliminar os tecidos cancerígenos. O tratamento é menos lesivo do que a radioterapia ou do que a prostatectomia radical e pode ser utilizado em duas situações, de acordo com o urologista Reis Santos. "É mais uma arma de combate para situações onde outras falharam, como a radioterapia, que pode deixar células vivas", explica. "Depois de uma primeira cirurgia não é possível fazer outra, porém, através de ultrasons, podemos voltar a tratar a próstata", esclarece. De acordo com o especialista, 50% dos homens que foram tratados acabam por ser novamente afectados.

Os casos diagnosticados precocemente ou em que o cancro está bem definido também estão a beneficiar do tratamento. "Nos tumores pequenos ou localizados, este método é eficaz. Hoje temos muitos doentes com 40 e até na casa dos 30 anos. Se conseguirmos apanhar a doença no início podemos preservar a sua vida sexual, tratando apenas a parte afectada".

O HIFU foca a energia dos ultrasons na zona afectada dos tecidos, elevando rapidamente a temperatura dos mesmos (em segundos chega aos cem graus). As células cancerígenas são eliminadas, mas os tecidos circundantes são preservados.

Nos Estados Unidos, um estudo clínico revelou que este sistema foi eficaz em 88% dos doentes de baixo risco. A incontinência urinária é muito mais reduzida (2% dos casos), bem como a disfunção eréctil, que, ainda assim, afectou 25% dos doentes.

A técnica, que tem revelado grandes progressos nos últimos anos, também pode ser utilizada no tratamento de outros tipos de cancro, mas apenas em parte dos mesmos. |


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?

Sim
Não
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Cartaz

PLANO GERAL

PLANO GERAL

Portugal

Facebook

Facebook

Televisão

Guia TV

Guia TV

Portugal

Twitter

Twitter




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos