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por
HELDER ROBALO
HERNÂNI PEREIRA (imagem)
A funcionar há um mês, o Centro de Apoio Médico e de Enfermagem ao Domicílio (CAMED) pretende ser uma mais-valia, sobretudo para aqueles que não têm médico de família. Da responsabilidade da Associação de Freguesias do Vale do Leça (Avale), o CAMED abrange as freguesias de Águas Santas, Gueifães, Milheiros e Pedrouços, no concelho da Maia. Para já, conta com mil utentes inscritos, mas pretende chegar aos 22 mil, afiança Mário Gouveia, presidente da Avale e da Junta de Freguesia de Milheirós.
Abrangendo algumas das freguesias mais populosas da Maia, o CAMED pode abranger até 54 mil pessoas, a população total das quatro localidades da Avale. Segundo Mário Gouveia, "o objectivo é alcançar os 22 mil associados e ter um projecto auto-suficiente". Isto numa área em que cerca de dez mil pessoas não têm médico de família. Para já, o CAMED funciona quase na base do voluntariado de médicos e enfermeiros. "Damos uma pequena ajuda para que não tenham de pagar para vir trabalhar", diz o presidente da Avale.
No primeiro mês foram efectuadas 21 consultas de enfermagem e 12 médicas. "Os utentes são sobretudo pessoas reformadas", conta Mário Gouveia, que explica que o CAMED surgiu pela constatação que "o Serviço Nacional de Saúde não consegue satisfazer todas as necessidades dos utentes". Os associados pagam uma quota de dois euros por mês, acrescida do pagamento de cinco euros por cada deslocação de um médico ou três se forem enfermeiros.
Para Abílio Macedo este é um sistema vantajoso. "Fui agora inscrever-me porque estou há 15 anos em Gueifães e ainda não tenho médico de família", explicou ao DN. Tendo em conta os preços praticados, garante que "vale a pena ser sócio". "Numa aflição vão logo a casa", diz.
Opinião diferente têm Beatriz Vilaça e a filha. "Como sou diabética, não pago nos hospitais, portanto, não vale a pena", garante Beatriz, que diz que os preços praticados nas consultas do dentista e podologia são iguais seja-se sócio ou não da Avale. "Olhe, tinha pago o primeiro mês, mas agora já disse na junta que vou desistir", explica Beatriz Vilaça.
O CAMED não tem instalações e os médicos, quando chamados, deslocam-se em viaturas da junta de freguesia. Até Julho irá abrir o centro de especialidade, que ficará instalado num edifício da junta de Milheirós. |
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