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'Sol' vai distribuir livros mas diz que não é brinde

por

CATARINA VASQUES RITO

LEONARDO NEGRÃO (imagem)  

O jornal Sol está a preparar uma colecção de livros de História para distribuir entre Junho e Agosto com a sua edição semanal. A decisão tomada pela administração da empresa contraria a promessa feita pelo seu director, José António Saraiva, aquando do lançamento da publicação, de que nunca iria aderir à moda do marketing editorial.

O próprio cabeçalho do jornal tem inscrito desde o primeiro número, em Setembro do ano passado, a frase "Um jornal que vale por si. Este semanário não oferece brindes nem faz promoções".

Contactado pelo DN, o director do Sol garante que não há qualquer contradição com a promessa feita anteriormente. "Não se trata de um brinde, mas sim uma forma de melhorar as vendas, que são sempre mais fracas no verão", disse. José António Saraiva sublinha que não há recuo. "A estratégia continua a ser a mesma, desde o início. Não estamos a pensar fazer o que o Expresso fez em relação, por exemplo, aos DVD, que considero ser um suicídio."

A colecção que o Sol está a preparar é de História de Portugal, está dividida em nove volumes, a publicar todas as semanas e é assinada pelo historiador e "ex-ministro de Salazar" José Hermano Saraiva.

O primeiro volume é oferecido e as restantes oito serão vendidos, por um preço, ainda a estipular.

Para José António Saraiva, "produtos de qualidade como estas colecções editoriais", bem como outras que lançou nos tempos em que dirigiu o Expresso, "como os Guias", são sempre "produtos de louvar e de prestígio e não brindes ou promoções". Apesar da iniciativa, o director do Sol reitera que "qualquer jornal que ofereça regularmente brindes, vai acabar, mais cedo ou mais tarde, por ter prejuízos incalculáveis e no momento em que parar de os oferecer ao seu público, as vendas deixarão de suportar os custos".

Com sete meses de vida, o Sol, criado por José António Saraiva, Mário Ramires, José António Lima e Vítor Rainha, antigos quadros do semanário da Impresa, vende actualmente cerca de 60 mil exemplares, enquanto o seu concorrente directo mantém-se acima dos 100 mil.

Apesar da diferença, Saraiva continua a acreditar "que é possível bater o Expresso", que, reforça, "continua a ser o objectivo do projecto". |


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