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A Turquia e a Europa nas ruas de Ancara

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As tensões latentes na sociedade turca produziram ontem uma gigantesca manifestação nas ruas de Ancara. Cerca de 300 mil pessoas gritaram a sua preferência por um Estado laico, fora do controlo do partido AK, islamita, cujo líder, Recep Erdogan, é primeiro-ministro mas não deve, segundo eles, poder aspirar ao cargo de Presidente da República.

Estes acontecimentos sublinham um confronto político, social e obviamente religioso bastante sensível no momento em que a União Europeia ainda discute a importância e a oportunidade da adesão da Turquia.

Se, por um lado, a Europa laica pode ser tentada a juntar-se aos manifestantes, os votantes do AK podem sempre questionar-nos sobre que democracia é esta que não dá a todos os cidadãos os mesmos direitos.

A complexidade da situação acentua-se por Recep Erdogan representar hoje a face moderada e democrática de um partido islâmico numa altura em que uma ínfima minoria de extremistas estão a dar cabo da imagem do Islão e do Islamismo com as suas bombas e com os seus atentados suicidas. Comprovando as suas posições moderadas, assinale-se a Aliança de Civilizações que o turco Erdogan e o espanhol José Luis Rodríguez Zapatero têm vindo a protagonizar.

E é por tudo isto que a Europa deve rapidamente resolver se quer, ou não, integrar e apoiar a Turquia, a potência militar mais importante da região.

Nos últimos nove meses, Cristiano Ronaldo (22 anos) convenceu o experiente Scolari de que era a aposta correcta para capitão da selecção de Portugal. Ao mesmo tempo, deu a volta à opinião pública inglesa, que lhe debitara a expulsão do colega Rooney no Campeonato do Mundo. Ainda nesse período, acabou com as desconfianças dos adeptos do Manchester United, que o viram em várias ocasiões posicionar-se como potencial desertor. De caminho, parece ter aprendido com os erros e disciplinou a vida privada.

Como consequência, Ronaldo está a fazer a melhor temporada de sempre, a marcar muitos golos apesar de jogar um tanto longe da baliza (é extremo) e tornou-se um dos melhores futebolistas do mundo, senão mesmo o melhor. A prova está no esforço financeiro feito pelo Manchester para o segurar com um fabuloso contrato.

Dir-se-á: Ronaldo é um superdotado. É, claro que também é, mas não só. Ronaldo é um obstinado e ambicioso perfeccionista naquilo que faz. É a sua forte personalidade que o leva a trabalhar muito duro, muitas vezes em horário pós-laboral , para atingir a forma física que lhe permite passear nos relvados com a força e a velocidade de uma tempestade de talento.

Nesse aspecto, mais do que um homem a invejar, Ronaldo é um exemplo a seguir.


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