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Luís Batista Gonçalves, na Amadora
AP-Christof Stache (imagem)
Um homem de 35 anos que mordeu um polícia na Cova da Moura, na Amadora, foi ontem ouvido no Tribunal de Instrucção Criminal de Lisboa. Como medida de coacção, ficou sujeito a termo de identidade e residência. O cão de raça pitbull com que o indivíduo passeava na rua principal do bairro quando foi confrontado pelos agentes da PSP que patrulhavam o bairro continua "a monte".
O incidente ocorreu no domingo de manhã, por volta das 10.15. O indivíduo circulava com o animal, que não tinha trela nem levava açaime, quando se cruzou com os polícias. Quando estes lhe pediram a sua documentação e a do animal, o sujeito recusou identificar-se e ameaçou-os. Atiçou-lhes o cão e partiu para a agressão, fracturando um dedo a um dos polícias.
Apesar da lesão e das ameaças, os agentes detiveram-no. A caminho da esquadra, no entanto, mordeu o outro polícia num pulso. Ambos os elementos receberam tratamento no Hospital Amadora-Sintra. Segundo fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, o que sofreu a dentada ficou apenas com ferimentos ligeiros. Em contrapartida, o que fracturou o dedo está "impossibilitado de prestar serviço" por tempo indeterminado.
A confusão que se gerou no bairro depois da agressão atraiu um grupo de meia centena de moradores, uma situação que obrigou a PSP a enviar uma equipa de intervenção rápida para o local. No meio dos tumultos que se geraram, o cão acabou por fugir. "Não se sabe do seu paradeiro", confirmou fonte policial ao DN. Sabe-se apenas que o animal não estava registado na Junta de Freguesia da Buraca, nem tinha qualquer outro tipo de documentação (nem sequer a vacinação a que a lei obriga).
Apesar de a Cova da Moura estar referenciada como local de criação de cães perigosos, fontes policiais e moradores contactados pelo DN dizem que "é raro" ver este tipo de animais a circular pelo bairro. "Só de vez em quando é que se vêem uns miúdos com um ou dois. Houve uma altura em que era moda e treinavam-nos para atiçar e puxar carros. Agora não", assegura um elemento da associação de moradores.
Na Junta da Buraca, há apenas seis cães considerados potencialmente perigosos registados. *com agência Lusa
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