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Céu Neves
O ministro Mariano Gago nega que tenha chegado a acordo com a SIDES, sociedade gestora da Universidade Independente (UnI), e avança com "um processo de encerramento compulsivo". Exigiu os registos informático dos alunos e a garantia de que as fichas, pautas e livros de termo serão preservados até à decisão final, quinta-feira. A direcção, o conselho científico e a associação académica da UnI tentam a todo o custo evitar o encerramento.
"Face ao agravamento da situação e da ausência de medidas concretas, determinei a instrução para o encerramento compulsivo por manifesta degradação pedagógica", justificou o ministro do Ensino Superior, ontem numa conferência de imprensa. Estava acompanhado pela inspectora-geral, Maria Helena Dias, e o director-geral, António Mourão, que chefiam a equipa que avalia a situação no terreno.
O ministro enunciou os passos dados após o início de crise, para justificar que tem "cumprido exclusivamente o que diz a lei, por mais que seja inqualificável tudo o que vimos".
O governante notificará a SIDES da sua decisão dia 5 e, se decidir fechar a universidade, a sociedade gestora terá um prazo para responder. Mariano Gago traçou um cenário negativo, enquanto a direcção da SIDES - que voltou a ser do tempo de Rui Verde, Conceição Cardoso e Frederico Arouca - anunciava um acordo entre a Inspecção-Geral e a Direcção-Geral do Ensino Superior.
"Não há acordo entre qualquer organismo do ministério e a UnI e nem podia haver. Houve uma exigência da total garantia de preservação de todos os elementos respeitantes aos certificados dos alunos", respondeu o ministro. E garantiu que os estudantes poderão ser transferidos a qualquer altura.
Tentativa de conciliação
O anúncio de um acordo por parte de Frederico Arouca é a tentativa desesperada de manter as portas abertas na UnI. Ontem, conseguiu reunir-se com Conceição Cardoso para gerir a instituição. Tudo isto aconteceu na presença da inspectora-geral e do director-geral, mas estes remetem quaisquer comentários para o relatório final.
O Conselho Científico da UnI, presidido por Emília Raposo, reuniu- -se com a direcção da SIDES e com a Associação de Estudantes, tendo chegado a acordo quanto ao corpo docente. Ficam a maioria dos docentes que iniciaram o ano lectivo.
Mariano Gago diz que o encerramento é a última escolha e responsabiliza a SIDES pelos danos causados aos alunos. "Existe uma empresa que é legalmente responsável por tudo o que acontecer na UnI. Não se trata de uma instituição pública", disse para justificar a não nomeação de uma comissão de acompanhamento.
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