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Urgências só começam a fechar a partir de 25 de Abril

por

Rute Araújo  

As alterações à rede de urgências nunca vão avançar antes de 25 de Abril, mesmo no caso dos seis municípios que assinaram no sábado protocolos com o Ministério da Saúde. Isto porque é naquela data que está prevista a inauguração do Centro de Atendimento Telefónico da Saúde, o número para o qual os doentes deverão passar a ligar antes de se dirigirem a uma urgência.

O call center a funcionar 24 horas por dia já foi definido como condição imprescindível para o fecho de serviços pela secretária de Estado da Saúde, Carmen Pignatelli. Até porque, de acordo com os planos da tutela, é deste serviço que depende uma triagem que permitirá encaminhar os doentes para os locais mais próximos e adequados à sua situação clínica e, desta forma, aliviar os hospitais de falsas urgências. Depois de sucessivos adiamentos, o ministro Correia de Campos assume nos protocolos assinados com as câmaras o dia 25 de Abril como a data de arranque para a central telefónica.

Correia de Campos mantém o final do primeiro semestre deste ano como data para a tomada de uma decisão sobre a nova rede de urgências. Contudo, o futuro de cada unidade está a ser definido caso a caso com as autarquias interessadas - na sexta-feira o ministro reúne-se com os presidentes de câmaras do Alto Tâmega. E as alterações não vão depender de uma decisão global.

Os protocolos também estão a incluir compromissos para lá da rede de urgências. Até porque a contestação dos autarcas acabou por ser motivada por duas reformas em paralelo. A das urgências e a dos centros de saúde. Desde o ano passado que a tutela deu ordens para encerrar todos os serviços de atendimento permanente, e está progressivamente a substituí-los por alargamentos de consultas até às 24.00. E, apesar de estes serviços não serem considerados urgências, acabaram por ser integrados no mesmo pacote de alterações.

Depois de tomada a decisão final, cabe à comissão técnica definir a rede de referenciação - o plano que irá dizer para onde um doente em determinado local deve ser encaminhado, consoante a sua situação clínica. Mas este processo deverá ser rápido, já que este mapa está feito e os peritos apenas esperam pela decisão do ministro para o adaptar.

INEM com menos dinheiro

Outra das condições essenciais para o avanço da nova rede de urgências passa pelo reforço do transporte pré e inter-hospital de doentes. A comissão técnica foi clara neste aspecto, que voltou a ser definido como essencial por Carmen Pignatelli. Mas sobre este reforço de meios os planos do ministério e do INEM ainda não foram revelados, à excepção de casos pontuais. O ministro já prometeu uma viatura de suporte intermédio de vida (SIV) - tripulada apenas por enfermeiros - para Odemira. E, no âmbito dos protocolos, estão também previstas SIV para Cantanhede, Fafe, Macedo de Cavaleiros, Montijo e Santo Tirso. Tudo até 1 de Outubro. Está ainda prometido um helicóptero para Macedo, uma ambulância do INEM para Espinho e uma viatura médica para a Feira. Mas, de acordo com o Orçamento do Estado para este ano, o INEM tem uma redução do seu orçamento de 3,8%. São 43,2 milhões, menos 1,7 milhões do que no ano passado, justificados pela "diminuição prevista da despesa em aquisição de bens e serviços".


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