Última hora Espaço: Endeavour acoplou à Estação Espacial...Clima: Estados Unidos alertam para acordo...Nigéria: Vice-Presidente aceitou assumir...Honda: Construtor chamou 437.763 automóveis...Haiti/Sismo: Supermercado desabou com "cinco...PSD: Distritais reclamam nova liderança até...Legalidade das escutas gera divisão... e PSD desconcertadoBarões à espera de Rangel para definirem...PS "perplexo" com intervenção crítica de...
por
Fernanda Câncio
fernanda.m.cancio@dn.pt
Os juízes lusos, que às vezes se diria viverem noutro mundo, estão afinal atentos à realidade de todos os dias. Mais: estão preocupados com aquilo a que dão o nome de "consciência ético-jurídica dos portugueses" e sua interpretação autêntica. Vai daí, mobilizaram-se pelo apalpão e pelo esfreganço livres, sem pena nem multa.
Primeiro foi a associação sindical, que num parecer sobre a proposta de revisão do Código Penal se manifestou contra a criação de um novo tipo de crime, a "importunação sexual", que estipula pena até um ano para "quem importunar outra pessoa praticando perante ela actos de natureza exibicionista ou constrangendo-a a contacto de natureza sexual". O novo crime, que veio substituir e englobar o que antes se denominava por "exibicionismo" (vulgo o homem da gabardine que ronda as escolas a mostrar o sexo) é considerado pelos doutos magistrados como "porventura excessivo", já que criminaliza "situações desagradáveis, mas de duvidosa gravidade", como "os 'encostos' nos transportes públicos". Chato, sem dúvida, admitem, isso de alguém roçar-se e esfregar-se noutro corpo, manipulá-lo sem pedir licença, para gozo próprio, não raro de tipo masturbatório. Mas crime, nem pensar.
É que, explica outro lídimo representante dos juízes, o vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura, um crime destes pode "facilitar o aparecimento de muitas vítimas de contactos de natureza sexual nos transportes públicos". O tom jocoso da afirmação indicia que o juiz Santos Bernardino nunca conheceu encostos libidinosos nem apalpões à má fila do ponto de vista de quem os sofre. Como os autores do parecer da associação sindical, Pedro Albergaria e Mouraz Lopes, deve ver a frequência quotidiana desses gestos como evidência de uma "aceitação cultural", talvez mesmo de inevitabilidade biológica - quiçá do gosto das azougadas vítimas. Afinal, no país que um acórdão do Supremo estabeleceu, nos anos 90, como coutada do macho latino em que as fêmeas aventurosas têm sentença anunciada - no caso, violação - um apalpão é uma prova de sorte, uma espécie de indulto. E as juízas, ou andam de carro e distraídas, ou levam escolta para o metro.
Espaço: Endeavour acoplou à Estação Espacial Internacional - Nasa
Clima: Estados Unidos alertam para acordo "nado-morto"
Nigéria: Vice-Presidente aceitou assumir presidência interinamente
Honda: Construtor chamou 437.763 automóveis em todo o mundo devido a airbag defeituoso
Haiti/Sismo: Supermercado desabou com "cinco a oito" pessoas no interior - responsável
PSD: Distritais reclamam nova liderança até final de março
À beira do precipício, mas com esplanadas sempre cheias
Família descobre morte de filho através do Facebook
PGR: Lei do segredo de justiça "não é má, é péssima"
"Não há indício de plano do PM para controlar a imprensa"
Alan Kaufman reinventa o guarda-chuva
Ex-capitão inglês terá tido 12 amantes na última década
Sócrates nega indicações à PT para compra de televisão
Paulo Rangel considera "estranhas" críticas de Assis
Rangel denuncia plano do Governo para controlar Media
brasil
diana piedade
bpp
haiti
emprego
acidente
idolos
salvador caetano
mario crespo
crel
Quem tem mais culpas na má época do Sporting?
Curso de Fotografia e Vídeo Digital
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos