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Cisão na Música no Coração dá origem a nova promotora

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Davide Pinheiro  

Nos últimos anos, a Música no Coração foi a promotora de espectáculos que mais bandas trouxe a Portugal. A empresa foi também responsável pela organização de grande parte dos maiores festivais nacionais (Super Bock Super Rock, Hype, Sudoeste e, inclusivamente, Paredes de Coura, em duas edições). Todavia, a saída de um dos dois sócios (Álvaro Covões) levou ao aparecimento de uma nova promotora, a Everything Is New.

A grande maioria dos espectáculos já agendados (Howe Gelb e Dead Combo, Nine Inch Nails, Sean Lennon, Incubus, Within Temptation, Scissor Sisters, Bloc Party e Dave Matthews Band) são da responsabilidade desta última, enquanto, para já, a Música No Coração tem marcado o espectáculo de Beyoncé, no Pavilhão Atlântico (25 de Maio), e ainda os festivais Super Bock Super Rock (em Fevereiro, em Luanda, e em Junho, em Lisboa), Cool Jazz Fest (Julho), Sudoeste (Agosto) e Sagres Surf (Agosto).

Álvaro Covões garantiu ao DN que a sua saída da Música no Coração "foi pacífica" e teve origem em "pontos de vista diferentes". Todavia, e tal como nas restantes empresas, quando as pessoas não estão de acordo "seguem diferentes caminhos, de forma civilizada".

Para já, a Everything Is New aposta numa política de espectáculos "de qualidade e com interesse para o público". Quanto a festivais, "para já não há nada", até porque a promotora "está ainda no começo da sua vida".

Sendo assim, o Festival Sudoeste será organizado pela Música no Coração, apesar de os terrenos serem pertença de Luís Montez e Álvaro Covões. Este último confirmou que "foi feito um acordo" para a cedência do espaço.

Parte da equipa da Música no Coração transferiu-se para a Everything Is New, incluindo o booker (responsável pelas contratações) Artur Peixoto. Para o seu lugar, entrou Jwana Godinho (anteriormente responsável pela promoção internacional da Virgin no escri- tório britânico da EMI).

Luís Montez escusou-se a comentar a saída de Álvaro Covões mas sempre adiantou que "nada vai mudar". Por agora, a prioridade passa por trabalhar o Super Bock Super Rock em Angola. Quanto a outros concertos, para além de Beyoncé, estão neste momento "a ser negociados".

Todavia, as novidades não se ficam por aqui. Álvaro Covões adiantou que tem "outra empresa" que está a tratar da criação de "salas alternativas". Assim, o antigo pavilhão do porto de Lisboa foi o local encontrado para albergar "três salas multidisciplinares para espectáculos e não só". Feiras, conferências e outros eventos poderão também fazer parte da programação que não receberá "teatro". O objectivo passa por encontrar "espaços intermédios" sendo que um dos recintos irá albergar cerca de 1800 pessoas "em pé".

Para já, "o projecto de arquitectura" foi aprovado, o que significa que a estrutura do recinto está definida. Agora, "faltam as especialidades", que têm sobretudo a ver com "água e electricidade, entre outros pormenores". Serão "espaços que não existem em Lisboa", diz-nos Álvaro Covões. Quanto ao Coliseu dos Recreios (propriedade da família de Álvaro Covões), "continuará a trabalhar normalmente com a Música no Coração", até porque "quando comecei a parceria com o Luís Montez, já funcionava assim".


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