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Ribeiro e Castro ignora desafio de Nuno Melo

 

O presidente do CDS, Ribeiro e Castro, quer esvaziar a polémica em torno das declarações do líder parlamentar do partido, pelo que o desafio lançado por Nuno Melo ao presidente centrista ficará sem resposta. Pelo menos até Fevereiro.

Reagindo a declarações de Luís Mota Campos, dirigente nacional do CDS que defendeu a demissão do deputado do cargo de líder parlamentar, Nuno Melo desafiou Ribeiro e Castro a esclarecer se partilhava desta opinião. Mas o repto vai ficar sem resposta. Segundo fontes próximas do líder centrista, Ribeiro e Castro quer evitar situações que retirem protagonismo à participação na campanha para o referendo ao aborto - na qual o CDS será o único partido a defender o "não". A palavra de ordem é, por isso e por agora, não responder.

Apesar desta posição, dirigentes ontem ouvidos pelo DN garantem que o discurso de Melo no jantar de Natal da concelhia de Lisboa não vai ficar esquecido. O líder parlamentar defendeu então um CDS "bem liderado", afirmando esperar que 2007 seja o ano em que este cenário se concretize. Sendo que, quer entre a direcção quer entre os críticos, é consensual que o pós-referendo se traduzirá num aumento da conflitualidade interna. SF


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