Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


economia

Conservas e patés algarvios em expansão nas grandes superfícies

por

Paula Martinheira  

Quando a indústria conserveira portuguesa entrou em crise, depois do Acordo de Lomé, assinado em 1975, que permitiu às fábricas marroquinas começarem a exportar as suas conservas para a Europa como empresas comunitárias, a Conserveira do Sul, em Olhão, viu-se obrigar a definir uma "estratégia de sobrevivência" para não fechar as portas. A opção foi abandonar o mercado externo e virar-se para o nacional que, nessa altura, em meados da década de 80, vivia uma fase de grandes modificações, com o aparecimento das primeiras grandes superfícies, cash & carry e produtos de marca própria.

"Foi um tiro certeiro", sustenta Jorge Jacinto Ferreira, o director comercial e de marketing da maior e mais antiga empresa conserveira do Algarve, frisando que "a fábrica teve a capacidade de se reestruturar a tempo, salvando-se, assim, de uma morte anunciada". Às tradicionais conservas de sardinha em óleo e tomate e de atum de posta, "comuns a todas as outras empresas do ramo", juntou-se, no âmbito dessa estratégia, um conjunto de novos e arrojados produtos e o conceito de "especialidades".

A diversificação da oferta, através de outros molhos, como o óleo e o tomate picante, o limão, o azeite ou o escabeche (no caso das sardinhas), e de outro pescado, como os filetes de cavala em óleo e "à portuguesa", filetes e barrigas de atum, ovas de sardinha e cavala e sobretudo os pâtés de sardinha, atum e camarão, foi uma "aposta ganha", segundo Jorge Ferreira, da Conserveira do Sul, empresa aderente ao projecto "Compro o que é nosso".

Um sucesso a que não é alheia a "qualidade do produto", comercializado em 90% no mercado interno. A matéria-prima, a sardinha e a cavala, são pescadas na costa de Olhão durante a noite. E desde que o peixe é comprado em lota até à fase final do processo produtivo, de embalamento e rotulagem das latas, "tudo é analisado e acompanhado à lupa, a nível de controlo de qualidade", garante o empresário e accionista, sublinhando que "esta é precisamente a arma com que nos defendemos da feroz concorrência externa, nomeadamente de Marrocos, Tailândia e Equador, países com encargos sociais e fiscais e preços de mão-de- -obra directa muito inferiores aos nossos".

"Garantimos ao cliente que a sardinha e a cavala com que trabalhamos são frescas, que o peso que apresentamos na rotulagem é o peso efectivo do produto, que não utilizamos conservantes nem químicos e que os riscos de reclamação são mínimos", argumenta Jorge Ferreira, assegurando que o restante pescado utilizado nas conservas e pâtés - o atum congelado comprado na Galiza e o biqueirão anchovado importado da Argentina - "são constantemente sujeitos a análises laboratoriais".

Diversificação e qualidade são as palavras de ordem da Conserveira do Sul. Não será de admirar, por isso, que a empresa algarvia tenha conseguido, ao longo da última década, implantar-se não só junto de uma grande fatia do sector da restauração, de norte a sul do País, mas também nas grandes superfícies, como o Modelo/Continente, Recheio, Pingo Doce, Dia e Plus. Quer através da sua marca própria de conservas e pâtés, a Manná, quer das marcas dos seus clientes, os chamados produtos brancos.


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Siga-nos em
Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


RSS


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Quem tem mais culpas na má época do Sporting?

José Eduardo Bettencourt
Paulo Bento
Carlos Carvalhal
Pedro Barbosa
Sá Pinto
Os jogadores
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Portugal

Grande Entrevista

Grande Entrevista

Desporto

Inscreva-se

Inscreva-se

Cartaz

ESPECIAL ELVIS

ESPECIAL ELVIS




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos