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Governo revela planos para novos acessos à volta de Lisboa

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Daniel Lam e Luísa Botinas  

As soluções para melhorar as ligações rodoviárias entre os concelhos de Sintra e Lisboa são hoje anunciadas pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino. Neste pacote de obras incluem-se o alargamento do IC19 para três vias de rodagem em cada sentido, os trabalhos para a conclusão da CRIL e do Eixo Norte-Sul e a construção dos itinerários complementares (IC) 16 e 30.

Até ao final do ano deverá ficar concluída a empreitada de alargamento do troço do IC19 entre Queluz e Cacém para passar a ter três vias de rodagem em cada sentido, soube o DN junto de fonte da empresa pública Estradas de Portugal.

Segundo a mesma fonte, "em Janeiro de 2007 deverão começar os trabalhos de alargamento entre os nós do Cacém e de Ranholas, com um investimento de 20,5 milhões de euros e um prazo de execução de 18 meses", devendo terminar até ao final de Junho de 2008.

O IC30, entre Sintra e Alcabideche, terá ligações à auto-estrada de Cascais (A5), ao IC19, no nó de Ranholas, e ao futuro IC16.

Do concelho de Sintra, na zona do Lourel, o IC16 vai estender-se até à CREL, em Belas, estabelecendo ligação à CRIL. Com estes dois itinerários complementares será possível transitar entre Sintra e Lisboa sem passar pelo congestionado IC19.

O último troço do Eixo Norte-Sul vai ligar a Avenida Padre Cruz à CRIL. A conclusão deste troço e do viaduto sobre a Avenida Padre Cruz, que se prevê ocorrer em simultâneo, significará uma alternativa à Segunda Circular para ligação entre a auto-estrada do Norte (A1), em Sacavém, e a auto-estrada do Sul (A2) pela Ponte 25 de Abril.

Alternativa a Carriche

Na entrada de Lisboa, o mesmo troço será uma alternativa à Calçada de Carriche e à Avenida Padre Cruz, pois o tráfego proveniente da A8 (Loures, Torres Vedras, etc.) poderá utilizar o Eixo Norte-Sul através do nó de Frielas da CRIL.

No que se refere à CRIL, o troço mais problemático desta circular, entre a Buraca e a Pontinha, vai ser executado em túnel desde o ponto onde a obra está parada (Buraca) até à zona da Venda Nova (Amadora). Assim, nesta extensão serão salvaguardados elementos patrimoniais do Aqueduto das Águas Livres e os dois torreões das Portas de Benfica.

O impacte no bairro de Santa Cruz de Benfica será atenuado, pois também aqui a via passará em túnel. A extensão do traçado enterrado aumentou relativamente à solução anterior, havendo em alguns pontos do percurso inclinações de 5,5%, o que para alguns especialistas contactados pelo DN, em termos de segurança rodoviária, "é discutível".

No total dos três quilómetros deste troço entre a Buraca e a Pontinha (traçado que abrange os concelhos de Lisboa, Amadora e Odivelas) mantêm-se os três nós anteriormente previstos: Damaia, Falagueira e Pontinha, havendo ainda um nó de ligação à Radial da Pontinha (IC16 em Benfica, perto do Colombo).

Os prazos e custos de todas estas obras serão hoje anunciados pelo ministro Mário Lino.


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