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Portugueses têm quarta energia mais cara da UE

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Paula Cordeiro  

Os consumidores portugueses pagam a a quarta energia mais cara da Europa comunitária. De acordo com um estudo elaborado pelo Eurostat, cujos preços são referentes a Julho último, o preço base da electricidade, sem impostos, era de 13,4o euros por cada 100 kilowatts hora (kWh), valor só ultrapassado pela Itália (15,48 euros), Dinamarca (14,10 euros) e o Luxemburgo (13,90 euros). O valor pago em Portugal pelos consumidores particulares está acima do preço médio comunitário, que é de 11,13 euros.

No entanto, em paridade de poder de compra, que leva em conta o custo de vida em cada um dos diferentes países, o preço-base pago pelos clientes domésticos portugueses é de 16,60 euros por 100 kWh, o nono valor mais alto em termos europeus, com a Eslováquia, Polónia e Itália a registarem os preços mais elevados (ver quadro).

O peso da carga fiscal na factura paga pelos clientes domésticos portugueses é, por outro lado, o terceiro valor mais baixo de entre os 25 da UE, com as taxas e o IVA a corresponderem a apenas 5% do preço final. Na Dinamarca, por exemplo, a carga fiscal representa 56,4% do preço total.

Indústria dentro da média

Os consumidores industriais portugueses pagam um preço-base de 8,04 euros por 100 kWh, sem impostos, um valor que coloca Portugal sensivelmente a meio da tabela, próximo da média comunitária, com dez países a registarem valores mais altos. O preço-base médio da energia para a indústria na Europa a 25 é de 8,06 euros por 100 kWh.

Portugal está ainda entre os nove países da UE que não registam qualquer outra taxa sobre o preço final, além do IVA. Em contrapartida, Áustria, Itália e Alemanha apresentam as cargas fiscais mais elevadas.

Em paridades de poder de compra, o cenário não também muito diferente - os preços da energia pagos pelos empresários portugueses são de 9,97 euros por 100 kWh, o décimo terceiro valor mais elevado da Europa.

Comparando a evolução dos preços entre Julho de 2005 e igual mês de 2006, Portugal registou das subidas mais reduzidas na Europa. Na realidade, os preços de energia pagos pelos consumidores domésticos portugueses aumentaram 4,2%, contra uma subida de 7% em termos médios comunitários.

Nos consumos domésticos, as maiores subidas de preços na União Europeia foram registadas por Malta (35%) e Reino Unido (25%). Na Hungria, Letónia e na França, pelo contrário, os preços pagos pelos clientes domésticos caíram em Julho, face aos valores praticados um ano antes.

Na análise feita pelo Eurostat aos preços pagos pelos consumidores industriais, em Portugal a subida foi de 9,3% em Julho último, face a igual mês do ano anterior. O aumento médio na UE foi de 15%, com o Reino a liderar os aumentos (35%), seguido da Dinamarca (28%). A maior parte dos agravamentos ficou a dever-se a subidas nos preços-base. Na Hungria, os preços da energia paga pelos consumidores industriais caiu 10%, tendo-se verificado igualmente um decréscimo de 3% na Roménia.


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