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David Fonseca ao vivo na Aula Magna

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Tiago Pereira  

David Fonseca diz-nos que Our Hearts Will Beat As One, disco editado em 2005 (segundo episódio de um percurso em nome próprio iniciado em 2003 com Sing Me Something New), é um disco "difícil porque não é imediato, não se capta o seu sentido com facilidade. É preciso um pouco de tempo para o entender e namorar". Ao mesmo tempo lembra que este álbum "difícil" tem sido o grande responsável por "muitas surpresas, com uma longevidade considerável", que passou por vários singles e uma digressão por todo o País. Hoje, a Aula Magna, em Lisboa, recebe as canções deste Our Hearts Will Beat As One,no primeiro concerto a solo que o músico apresenta a partir das 21.30.

David Fonseca assegura que o seu objectivo é que "todos os concertos sejam diferentes", mas adianta que a actuação desta noite será "especial. Estaremos a tocar na Aula Magna e é o meu primeiro concerto em Lisboa a solo. Isso faz com que tudo seja diferente e que queira fazer algo para marcar não só as pessoas que irão ver o espectáculo mas também quem estiver em cima do palco". Por tudo isto, preparam-se algumas novidades, elementos que habitualmente não fazem parte de um concerto de David Fonseca: "Haverá uma maior componente cénica, um ponto de vista performativo mais vincado que não ficará limitado à sequência das canções a tocar." E como complemento poderão ser apresentados temas inéditos, "em princípio dois", revela-nos o músico. "E estão previstas outras coisas que para já não posso adiantar", refere.

Aguardam-se as já habituais versões de temas de outros músicos e uma em especial: Take On Me, dos A-ha, escolhida pelos fãs de David Fonseca num passatempo promovido pela Antena 3: "As versões surgem naturalmente quando se tem amor à música. Comecei a escrever canções exactamente por essa razão, porque gostava de música, porque adorava a música dos outros. E é fantástico ver como as pessoas reagem a interpretações de outros temas, porque é sempre uma surpresa agradável no alinhamento de um concerto."

A noite de hoje não encerra a digressão de Our Hearts Will Beat As One. David Fonseca confessa que "a ideia é fazer uma espécie de upgrade ao espectáculo para depois o levarmos ao resto do país. Queremos que este espectáculo seja o fecho do ciclo 2006." Sempre no plural, porque a banda que acompanha o músico em palco é a que ouvimos no disco. "O que trabalhamos, a música que fazemos, passa muito por mim mas tem uma enorme relação com o trabalho de uma banda de corpo inteiro. E é fantástico poder viver este tipo de relação, que faz com que a música cresça e não seja exactamente a mesma que apresentávamos há alguns meses atrás, com cada vez menos medo de arriscar."

A partir das 21.30, uma Aula Magna esgotada testemunha-o.


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