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António Perez Metelo
Redactor principal
Ao inaugurar uma nova unidade fabril do sector farmacêutico, o Presidente da República voltou a referir os sinais encorajadores da conjuntura económica. Um dos menos conhecidos tem a ver com a subida na cadeia de valor das exportações do País. Mais vistosa tem sido a oferta de bens e serviços nacionais para o estrangeiro, que, muito para além das previsões oficiais, cresceu 9% nos primeiros dez meses deste ano.
A entrada em força em mercados pouco saturados de países emergentes ou em vias de desenvolvimento, bem como a nova investida comercial no imenso mercado norte-americano, traduz-se num alargamento da frente dos clientes internacionais e da sua localização nos quatro cantos do mundo. É a prova de que se está, cada vez mais, a pensar global e a agir global, como o Presidente não se cansa de aconselhar que se faça. E o n.º 1 do ICEP deu-nos uma via de resposta para compreender este movimento: no último ano, inscreveram-se mais cerca de 10% de empresas exportadoras, atingindo-se as 28 mil. Há, assim, mais unidades produtivas a compreender que o futuro está na resposta à procura externa.
Quanto ao conteúdo tecnológico dos produtos made in Portugal, é sabido que o seu grau de sofisticação está abaixo do nível desejado. No entanto, entre 2001 e 2006, os produtos industriais transformados de baixa tecnologia desceram de 44,6% do total, para 36,1%, enquanto os de média-baixa tecnologia subiam 7,9 pontos para os 21,2% e os de média-alta 1 ponto percentual, para os 31,7%. Na alta tecnologia, por agora, regista-se um pequeno recuo. A aposta na duplicação do investimento em "Investigação e Desenvolvimento" até 2009 é decisiva para reforçar a qualidade dos produtos. Triplicando o investimento em I&D das empresas e reforçando em 50% a fatia estatal. Só um esforço persistente permitirá atingir e, em seguida, manter um perfil de exportações análogo ao dos nossos parceiros europeus mais abastados.
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