Última hora venda da Cimpor com impacto de 90 milhões...Populares apoiam Gonçalo Amaral à chegada...Situação económica é má para 90% dos portuguesesGrécia: Funcionários públicos queimam bandeira...Futebol: Sporting - Mexer e Renato Neto no...Alegações finais do julgamento livro de Gonçalo...Moody's diz que Portugal não tem os problemas...Grécia: Ministros das finanças UE em teleconferência...Media/Governo: Sócrates reitera que nenhum...BCP vende banco na Turquia
por
Filipe Morais
Diana Quintela (foto)
O Ministério da Educação lançou novas orientações para o desenvolvimento de actividades de animação e apoio às famílias, e a Câmara Municipal de Lisboa recebeu-as como um desafio a ultrapassar, tanto no pré-escolar como no primeiro ciclo do ensino básico. A autarquia já implementou o despacho ministerial nas suas 97 escolas, e recorreu a várias entidades especializadas em várias áreas para que o Enriquecimento Curricular esteja a 100% antes dos prazos previstos.
Ao fim de uma semana, que balanço faz às novas actividades?
Tendo em conta os prazos apertados com que trabalhámos, o balanço ultrapassa as expectativas mais optimistas e os objectivos do Ministério da Educação, que apontava o início de Outubro para o início do Enriquecimento Curricular. Nessa altura todas as escolas de Lisboa vão estar a funcionar a 100%. E o Apoio à Família está em desenvolvimento.
Mas estas questões têm levantado protestos, como nas escolas 24 e 53...
Tendo em conta que temos 97 escolas públicas, o início do ano escolar foi um sucesso. Na Escola 53, em Marvila, houve um atraso na concretização do Apoio à Família, mas já se conseguiu uma solução com a junta de freguesia e a câmara também está a desenvolver obras e estão garantidas as condições de segurança para que a escola possa funcionar. Na Escola 24, a Associação de Pais não se conformou com o novo sistema do Enriquecimento Curricular e que tem um carácter universal e gratuito, enquanto no ATL que geriam cada criança pagava 75 euros mensais, mais 30 euros por actividade.
Como funciona este enriquecimento curricular?
Temos um despacho ministerial que define novas regras para o prolongamento do horário escolar. O que vai acontecer é que vamos ter uma escola a tempo inteiro, no sentido de termos uma escola aberta desde as 08.00 até as 19.00. É neste modelo que vamos ter um grande desafio e a câmara ou se envolvia ou não.
E como se dá esse envolvimento?
Era uma oportunidade única de reforçar atribuições e competências entre o ministério e o poder local. Podemos agora colmatar uma situações urgente para a cidade: o tempo de permanência das crianças nas escolas, garantindo que esses tempos são pedagogicamente ricos e complementares das aprendizagens das competências básicas. Assumimos isto de forma universal e gratuita, generalizando à cidade. Era o maior desafio que podia ter para o meu mandato e podemos dizer que a câmara está a democratizar o ensino.
É um grande desafio?
Enorme. São 96 escolas e 29 agrupamentos, conjugados com 300 instituições, com oito mil horas de conteúdos pedagógicos semanais, para servir quase 20 mil crianças, além das suas famílias. É impossível que decorra tudo de imediato, sem um ou outro "não", ou sem ferir uma ou outra sensibilidade. Mas estamos a trabalhar em prol da qualidade e a permitir que as crianças tenham um prolongamento do horário escolar de forma pedagógica e rica.
É uma mudança na cidade?
Fazer isto é uma mudança radical de atitude, quer na administração central, quer na administração local.
Este enriquecimento curricular está já alargado a toda a cidade?
Vamos permitir e potencializar isto para que as 16 mil crianças do primeiro ciclo básico possam, se quiserem, vir a frequentar o enriquecimento curricular nas nossas 97 escolas. Pensámos em todas e criámos mecanismos para todos, num grande esforço financeiro, da administração central e da autarquia.
E quais são as actividades novas?
Actividades que enriquecem as competências básicas, do Português, Matemática e Estudo do Meio, como as actividades físicas e desportivas, música e outras expressões artísticas. Na maioria dos agrupamentos vai haver uma generalização destas disciplinas, além da Introdução à Cidadania. Estamos numa cidade com 20% de crianças de minorias étnicas, queremos uma inclusão e temos que apostar num programa que puxe pelos valores e princípios, por incutir desde estas idades princípios fortes de salvaguarda dos nossos valores, mas orientados, com princípios de nível europeu.
O investimento é de que ordem?
A nível do enriquecimento curricular são 250 euros por cada criança para estas actividades, o que dá cerca de quatro milhões de euros, mas o Apoio à Família é um esforço apenas da câmara. O Enriquecimento vai das 15.30 às 17.30, enquanto o Apoio vai das 17.30 às 19.00, mais uma hora de manhã, entre as 08.00 e as 9.00. São períodos em que temos que acompanhar as crianças e aí o investimento está na casa dos dois milhões de euros.
Como é que se passa o conceito de cidadania a crianças de seis anos?
Através de jogos lúdico-pedagógicos, com inspiração em modelos europeus e através de jogos lúdico-pedagógicos chega-se lá. Estamos a evoluir para ter uma cidade diferente dentro de poucos anos. Criámos protocolos com entidades de reconhecido mérito público na área, como a Aprender a Crescer - Instituto de Solidariedade, ou a Associação Juvenil de Estudos e Comunicação
E como é que se evita o cansaço de uma criança durante tantas horas?
É necessário apostar na educação não formal, isto tem que ter muito de lúdico-pedagógico. Mas as crianças só estarão neste modelo se a família não as puder recolher em casa ou se entender que não necessita. O ideal era que nenhuma precisasse, mas temos que salvaguardar a situação, já que a maioria precisa.
Das 16 mil crianças, quantas precisam deste apoio?
Penso que a maioria precisará do Enriquecimento Curricular, mas no Apoio à Família haverá uma redução. Antes, quando se falava de tempos livres, eram cerca de 30% das crianças, seis mil, entre as que precisavam e as que pagavam. Porque o Enriquecimento Curricular, até às 17.30, é universal e gratuito. O Apoio à Família é pago, mas o máximo que cada família pagará serão 25 euros.
Há mais apostas na educação?
Vamos apostar no Conselho Municipal da Educação, que já teve a sua primeira reunião e há a questão da aprovação da carta de equipamento, porque hoje justifica-se mais abrir uma escola na zona do Parque das Nações, do que noutras zonas da cidade. Isto tudo tem que estar bem pensado, envolvendo a criança nestes mecanismos e a Assembleia da Criança pode surtir algum efeito. Depois, estamos a criar mecanismos com uma engenharia financeira para termos perto de 30 milhões de euros para manutenção permanente das escolas.
venda da Cimpor com impacto de 90 milhões na Teixeira Duarte
Populares apoiam Gonçalo Amaral à chegada dos McCann
Situação económica é má para 90% dos portugueses
Grécia: Funcionários públicos queimam bandeira da União Europeia
Futebol: Sporting - Mexer e Renato Neto no treino
Alegações finais do julgamento livro de Gonçalo Amaral
PS "perplexo" com intervenção crítica de Pinto Monteiro na AR
PGR: Lei do segredo de justiça "não é má, é péssima"
Sporting diz adeus a 6,4 milhões
"Não há indício de plano do PM para controlar a imprensa"
"Agarrei-o morto para eu não ficar sozinho"
Tribunal arrasa benefícios fiscais
Sócrates nega indicações à PT para compra de televisão
Paulo Rangel considera "estranhas" críticas de Assis
Legalidade das escutas gera divisão
Paulo Rangel assegura que está em "sintonia" com Aguiar-Branco
brasil
diana piedade
bpp
emprego
haiti
acidente
idolos
salvador caetano
crel
mario crespo
Quem tem mais culpas na má época do Sporting?
Curso de Fotografia e Vídeo Digital
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos