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Mercado internacional já pesa 44% nas vendas das grandes construtoras

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Ana Suspiro  

As três maiores construtoras nacionais cotadas na Euronext Lisboa, a Mota-Engil, a Teixeira Duarte e a Soares da Costa, realizaram mais de 44% do seu volume de negócios no mercado internacional no primeiro semestre. A facturação no exterior destas empresas cresceu 33,3% face a Junho de 2005, atingindo os 520 milhões de euros.

A expansão internacional tem sido uma das estratégias para contrariar a recessão do sector português da construção. Um movimento que é também seguido pelas cimenteiras, como a Cimpor. Segundo a última síntese da AECOPS (Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas), de Setembro, a actividade no sector caiu 4,6% nos 12 meses que terminaram em Junho. No segmento da habitação houve uma queda de 8,5% até Maio no número de novos fogos licenciados e o cenário ainda é mais negro nas obras públicas com quebras de 14% no valor das obras a concurso e de 50% nos concursos já adjudicados.

Apesar deste panorama, as empresas aumentaram os resultados operacionais e as quedas nos lucros da Teixeira Duarte e da Somague são explicadas por elementos extraordinários ou financeiros. No entanto, e apesar de um crescimento marginal nas vendas globais de 3% no primeiro semestre, a facturação das quatro maiores construtoras, incluindo a Somague, para o qual não há dados sobre a actividade internacional, registou uma queda de quase 8% em Portugal. A Teixeira Duarte foi a única das quatro grandes a crescer a nível nacional, mas esta é também a empresa onde o peso dos negócios fora da construção é maior, superior a 50% das vendas.

A Soares da Costa liderou as descidas na facturação doméstica, com de 22%, mas mais que compensou com uma subida de 70% na facturação fora de Portugal, o que fez dela a construtora mais internacional no primeiro semestre com 57,7% do volume de negócios gerado lá fora. Na Teixeira Duarte, os negócios internacionais pesaram 42% e na Mota-Engil contribuíram para 38,4% da facturação. No semestre, todas subiram as vendas fora do país.

A par da expansão geográfica, as construtoras apostam também na diversificação dos negócios para os serviços (concessões rodoviárias, ambiente e energia) para escapar à crise do sector. A Teixeira Duarte é a mais diversificada, com apenas 47% das vendas geradas na construção. A Mota tem 25% das vendas fora da construção e quer reforçar esta quota. A Soares da Costa é mais dependente da construção, que gera 90% das vendas, mas também é a mais internacionalizada.


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