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Helder Robalo
A CUF, empresa do Grupo José de Mello, oficializa hoje a assinatura do acordo que permitirá ao pólo químico de Estarreja duplicar a sua capacidade de produção, através da realização de um investimento de 125 milhões de euros. Simultaneamente, a CUF Químicos Industriais vai ainda prolongar, por um período de 15 anos, o contrato que a liga à francesa Air Liquide, para o fornecimento de gases industriais.
A CUF Químicos Industriais produz anualmente cerca de cem mil toneladas de anilina - um importante químico para a indústria da borracha - mas pretende, em 2009, ter o dobro da capacidade de produção. No entanto, para que tal seja possível é determinante o protocolo de parceria celebrado com a multinacional norte-americana Dow Chemical, que já é o principal cliente da fábrica de Estarreja e uma das empresas líderes mundiais do sector químico.
De acordo com informações da empresa, em nota divulgada ontem à imprensa, a Dow irá passar a adquirir cerca de 120 mil toneladas de anilina por ano, o que equivale a mais de 80% da produção daquele pólo químico.
Das cerca dos cem mil de toneladas que hoje em dia são produzidas no pólo de Estarreja, a CUF exporta, aproximadamente, 35 mil toneladas. A restante matéria-prima é adquirida pela Dow Chemical, que, ainda em Portugal, a transforma em produto final para depois a exportar.
Para o presidente do Conselho de Administração do grupo CUF, João de Mello, "este investimento representa, acima de tudo, uma aposta do grupo no futuro do sector químico e no desenvolvimento sustentado da indústria nacional". Ainda na nota de imprensa divulgada, este responsável recorda que o grupo iniciou, em Novembro do ano passado, um processo de reestruturação interno, focando-se nas principais actividades da empresa, ou seja, os químicos e os adubos. "Ao mesmo tempo apostámos fortemente na internacionalização", adianta ainda João de Mello.
A realização deste investimento, cuja assinatura oficial contará com a presença do ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, poderá igualmente vir a ser alvo, muito em breve, de um contrato de investimento com a Agência Portuguesa para o Investimento (ver texto em baixo).
Com a duplicação da capacidade produtiva no pólo de Estarreja, a CUF pretende, simultaneamente, cotar-se como uma das cinco primeiras empresas químicas a laborar na Península Ibérica e num dos maiores grupos químicos da Europa, com tecnologia própria.
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