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Delta abre Ruby Café em Macau

por

Cátia Almeida

em Macau  

Rui Nabeiro e dois empresários portugueses residentes em Macau abriram naquele território um "Ruby Café", um estabelecimento onde é servido café Delta e doçaria portuguesa. Este é o primeiro café do empresário de Campo Maior na China e o objectivo não é ficar por aqui. "Vamos franchisar esta casa, não só em Macau como na China", afirmou ao DN Rui Nabeiro, à margem da cerimónia de inauguração do espaço, que contou com a presença do ministro Mário Lino e do secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro.

O empresário de Campo Maior acredita que a abertura de cafés próprios "é bom para a marca e para o negócio". A China é considerada "um mercado forte com muitas potencialidades", acrescentou Rui Nabeiro. A tradicional 'bica', pastéis de nata, queijadas de Sintra e tortas de Azeitão são alguns dos produtos que podem ser consumidos.

Paralelamente à abertura de estabelecimentos, o empresário quer aumentar a exportação de café para a China. Em Macau, o café Delta já é comercializado em alguns espaços de restauração, mas a presença é ainda muito reduzida. O mercado dos escritórios poderá ser o outro dos passos da Delta na China, já que as "oportunidades são imensas".

No Continente asiático, Rui Nabeiro continua a comprar café a Timor Leste, tendo adquirido este ano cerca de 800 toneladas que serão exportadas para Portugal, onde é torrado e embalado. Uma actividade difícil, que se insere na política de responsabilidade social da empresa de Campo Maior.

Rui Nabeiro integra a comitiva de 51 empresas portuguesas que se deslocaram à Feira Internacional de Macau, no âmbito do projecto Asiex, promovido pela Associação Industrial Portuguesa (AIP) e pelo ICEP. Esta foi a maior delegação de sempre que Portugal trouxe ao certame, contando este ano com um pavilhão próprio.

Governo deve definir estratégia "continuada"

"O Governo deve definir ideias para um trabalho sistemático na China, já que as acções pontuais são caras e pouco produtivas", afirmou ao DN o vice-presidente da AIP, Vítor Neto. Este responsável, que lidera a comitiva empresarial que se deslocou a Macau, considera que Portugal tem de ter "um projecto de actuação na China, com regras para serem praticadas de forma rigorosa e continuada". Para Vítor Neto, "não se pode andar dez anos a aprender o que se consegue vender e produzir na China", sendo necessário passar à acção.


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