Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


sociedade

'Gordon' atravessa Açores sem causar grandes danos

por

Paulo Faustino

Ponta Delgada  

Há muitos anos que os Açores não eram assolados por um furacão e a expectativa era grande. Mas o Gordon acabou por não incomodar o arquipélago. Já despromovido a depressão extra-tropical, o mau tempo limitou-se a derrubar árvores nas ilhas de São Miguel e Santa Maria e a causar cortes de energia.

O Gordon mudou a sua trajectória para sul, afectando levemente as ilhas do Grupo Central. À excepção de alguns chuviscos, a noite de terça-feira na Terceira foi calma. Um pouco agitada foi a noite em São Miguel e, mais ainda, a de em Santa Maria. De acordo com o Instituto de Meteorologia (IM), o centro do furacão atravessou o mar entre as duas ilhas do Grupo Oriental, sendo que em Santa Maria o cenário chegou a ser ameaçador, com as rajadas máximas de vento a atingir os 151 quilómetros por hora.

O Gordon enfureceu o mar, provocando ondas até 12 metros. Sem muitos danos materiais e nenhuma vítima a lamentar, a força da tempestade reflectiu-se sobretudo no mar revolto, que apresentou uma forte ondulação e rebentação. O quadro era de fascínio para surfistas, à espera de uma oportunidade para entrar na água, turistas e várias pessoas que se deslocaram de propósito às praias para apreciar o espectáculo. Tudo com respeito, mas sem grandes medos, até porque os açorianos estão habituados a intempéries e esta, comparada com a que ocorreu há dez anos, foi "moderada", como a classificava Gilberto, um dos mais antigos moradores de São Roque, nos arredores de Ponta Delgada.

A explicação do fenómeno

É comum os Açores sofrerem os efeitos de tempestades tropicais no final do Verão, que no entanto raramente chegam à categoria de furacão. De igual modo, não é usual a região estar na rota directa de furacões, a não ser quando estes apanham correntes que os levam a alterar a sua rota normal (a norte dos Açores e já em fase de dissipação).

Fonte do IM explicou que é a velocidade dos ventos e a temperatura da água do mar que fazem a diferença. O furacão é um fenómeno que se forma nas águas quentes (acima dos 27 graus) e pode implicar ventos que chegam aos 200 quilómetros por hora. No caso do Gordon, a intempérie perdeu força ao chegar às águas frias do Atlântico e transformou-se numa depressão extra-tropical, com ventos que apenas atingiram metade da intensidade dos de um furacão.


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?

Sim
Não
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Cartaz

PLANO GERAL

PLANO GERAL

Portugal

Facebook

Facebook

Televisão

Guia TV

Guia TV

Portugal

Twitter

Twitter




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos