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As empresas preferem a economia com ética

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Diana Mendes  

Afinal Harvard e Stanford não são as melhores escolas. Pelo menos em gestão e negócios. Os filmes e as séries de televisão, tal como muitos candidatos a MBA, têm privilegiado a reputação, currículos e as faculdades. Mas, no fim de contas, quem escolhe os trabalhadores são as empresas. A ética, a capacidade para trabalhar em grupo e a facilidade de comunicação suplantam uma formação exclusivamente orientada para o lucro. Prova disso é o ranking internacional do Wall Street Journal e do Harris Interactive, que deu a nota 20 à ESADE. A escola de Barcelona lidera a lista, acima de pesos-pesados como a London Business School.

A ESADE Business School derrotou este ano a suíça Internacional Institute for Management Development, a escola número um dois anos seguidos. O estudo, baseado nas respostas de 4125 recrutadores de estudantes destas escolas e em 21 critérios objectivos, resultou em três listas diferentes: o ranking internacional, o ranking nacional dos Estados Unidos e o ranking regional dos Estados Unidos.

A lista internacional teve em conta os tais 21 atributos avaliados pelos recrutadores, mas também as suas intenções de recrutamento nessas escolas. Muito importante é a percentagem de empresas que contratam estudantes para trabalhar fora dos Estados Unidos. Uma explicação para muitas empresas norte-americanas terem ficado para trás.

Os três primeiros lugares, ocupados pela ESADE, IMD e pelo IPADE (México) têm em comum o compromisso com a ética e a responsabilidade social. De acordo com o Wall Street Journal, a Universidade do Michigan é um bom exemplo na diversificação de atributos profissionais. Esta escola incentiva os estudantes a desenvolver projectos nos países em desenvolvimento. A Thunderbird (em quinto lugar), parceira da ESADE no intercâmbio de alunos, incentiva os juramentos de ética.

Quando se candidatar a um MBA no estrangeiro, retenha alguns ensinamentos: dotes de comunicação, capacidade para trabalhar em grupo, integridade e ética, e capacidade de resolução de problemas. Curioso é o facto de os empregadores inquiridos preferirem alunos fora das escolas de elite. Isto porque muitas vezes se soma uma grande dose de arrogância às suas capacidade cerebrais, o que não interessa, dizem.

O ranking internacional engloba nove escolas dos Estados Unidos, nove europeias, três do Canadá e outras três da América Latina. A London Business School (em quarto), a IMD e a ESADE, mesmo estando no topo, são as únicas europeias no top ten. Apesar de os critérios de avaliação terem mudado em relação a 2005, as primeiras cinco escolas mantiveram-se.

A lista nacional dos Estados Unidos é dominada pelo Michigan, que trocou de posição com o Dartmouth College. A Columbia está em quarto, Yale na nona posição e Stanford e Harvard estão, respectivamente, na 14.ª e 18.ª posições. Estas escolas, de grande importância nacional, são as que mais atraem os recrutadores. Habitualmente, multinacionais e grandes empresas pagam primeiros salários bem chorudos a estes estudantes . Vale a pena pensar bem antes de estudar.


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