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por
Paulo Julião
Em Viana do Castelo
A partir de terça-feira, a GNR irá buscar a casa os alunos da Gemieira, em Ponte de Lima, cujos pais se recusem a deixá-los ir às aulas no Centro Escolar da Ribeira. A garantia foi dada pela Coordenadora da Área Educativa de Viana do Castelo, em resposta às famílias que há uma semana impedem os filhos de ir para a nova escola de acolhimento e após uma reunião em que o presidente da Câmara de Ponte de Lima tentou sensibilizar os pais dos trinta alunos para que "abandonem" os protestos contra o encerramento da velha escola. Irredutíveis, os encarregados de educação ameaçam agora uma greve de fome.
É um de vários episódios de radicalização dos protestos contra o encerramento de escolas do 1.º ciclo do ensino básico - são 1460 só este ano - e a transferência dos filhos para escolas de acolhimento mais distantes de casa.
Mas a ministra da Educação também se mostra irredutível. Ontem, reagindo a um apelo da Confederação Nacional das Associações de Pais para adiar o encerramento das escolas por um ano, Maria de Lurdes Rodrigues rejeitou a possibilidade de travar a reorganização da rede do 1.º ciclo do ensino básico.
Na Gemieira, explicou ao DN a porta-voz da contestação, o autarca Daniel Campelo "pediu aos pais que justifiquem as faltas dos alunos", já que desde segunda-feira se deveriam ter apresentado no Centro Escolar da Ribeira. "Esta é a nossa escola e é aqui que as crianças vão continuar", afirmou Maria José Pires, no quarto dia de concentração frente aos portões fechados.
Também no lugar de Calvos, Rossas, em Vieira do Minho, os alunos continuam sem ir às aulas. Os pais contestam as condições da cantina do estabelecimento de acolhimento e exigem que a escola local, de apenas uma sala, seja reaberta. A autarquia continua a assegurar o transporte dos alunos e todos os dias um autocarro percorre a freguesia.
Em Sernancelhe, distrito de Viseu , cerca de 60% dos alunos deslocados para uma escolha de acolhimento faltaram ontem às aulas, alegando falta de condições. A falta de acompanhamento no transporte, excesso de alunos e falta de refeitório são as razões apontadas.
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