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Mais de 200 talibãs mortos em ofensiva no Sul do Afeganistão

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Susana Salvador  

A operação Medusa, que tem como objectivo expulsar os talibãs do distrito de Panjwayi, na província de Kandahar, já provocou a morte de mais de 200 rebeldes no Sul do Afeganistão. A mais importante ofensiva da NATO, desde que assumiu o controlo da região a 31 de Julho, mobiliza cerca de dois mil homens desde a manhã de sábado, tendo também custado a vida a 18 militares da Aliança Atlântica - 14 dos quais britânicos, na queda acidental de um avião de reconhecimento.

Segundo a Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF, na sigla em inglês), da NATO, além dos 200 talibãs mortos há ainda outros 80 rebeldes detidos e, pelo menos, 180 terão ainda fugido da região. Situado a 35 km de Kandahar, a maior cidade do Sul do Afeganistão, o distrito de Panjwayi é considerado o berço do movimento talibã.

Ontem, quatro soldados canadianos morreram durante a operação, revelou o porta-voz do Ministério da Defesa afegão, general Mohammad Zahir Azimi. E a ISAF referiu que há ainda sete feridos, um deles com gravidade, sem divulgar contudo as nacionalidades - informação que costuma ser revelada pelo país de origem dos militares. Segundo Azimi, os feridos são também canadianos.

Desde o início do ano, marcado pelo aumento dos ataques talibãs no Sul do Afeganistão, já morreram 19 soldados canadianos no país. O Canadá tem 2300 homens na região. Ainda não é claro se existem ou não vítimas civis desta operação.

Acidente

As autoridades britânicas acreditam que uma falha técnica estará na origem da queda de um avião de reconhecimento Nimrod MR2, no sábado. Isto apesar de os rebeldes talibãs reivindicarem o abate do aparelho. "Tudo indica que se tratou de um trágico incidente", disse à BBC o ministro da Defesa britânico, Des Browne, indicando já estar em curso um inquérito.

O secretário de Estado para os Negócios Estrangeiros, Kim Ho-wells, chegou ontem a Cabul, tendo prestado homenagem aos militares mortos e reafirmado o carácter vital da presença britânica no Afeganistão - tal como na véspera tinha feito o primeiro-ministro Tony Blair.


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