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H. T.
O primeiro-ministro israelita anunciou ontem a criação de duas comissões de inquérito para avaliar a gestão da guerra no Líbano a nível político e militar. Num discurso proferido em Haifa, cidade do Norte de Israel frequentemente atingida pelos rockets do Hezbollah, Ehud Olmert afirmou que o Governo não se pode "dar ao luxo" de "perder muito tempo a investigar o passado".
Fortemente criticado pela forma como geriu o conflito no Líbano, o chefe do Executivo rejeitou a hipótese de criar uma comissão de Estado, cujos membros seriam nomeados pelo presidente do Supremo Tribunal, garantindo a sua independência. Olmert preferiu nomear um comissão governamental, com poderes mais reduzidos, cujos membros serão nomeados pelo Executivo. Liderada pelo ex-chefe da Mossad, os serviços secretos que actuam no exterior, Nahum Admoni, a comissão de inquérito vai "examinar as tomadas de decisão" do Governo, explicou o primeiro-ministro.
Assumindo pessoalmente a responsabilidade pelo início da guerra, Olmert admitiu que Israel "nem sempre alcançou os objectivos desejados". Houve falhas, talvez até fracassos. Apesar de o balanço ser positivo, não devemos ocultar essas falhas", sublinhou o dirigente israelita. O primeiro-ministro referiu ainda o envio de uma força internacional para o Sul do Líbano como uma das consequências positivas da guerra.
Além da comissão governamental, o controlador do Estado vai examinar o comportamento da defesa civil durante o conflito, enquanto o exército irá realizar a sua própria investigação, anunciou Olmert. No final do seu discurso, este admitiu que a guerra "não está totalmente terminada" e "as ameaças podem recomeçar".
Acordos de paz
Pressionado a demitir-se devido à sua actuação durante o conflito no Líbano, tal como Olmert, o ministro da Defesa, Amir Peretz, afirmou ontem que a guerra criou uma oportunidades para Israel concluir novos acordos de paz. No dia 15, após a entrada em vigor do cessar-fogo no Líbano, Peretz já havia sublinhado a necessidade de iniciar negociações com o Líbano e preparar o diálogo com a Síria. As conversações com Damasco deverão centrar-se na questão dos Montes Golã, ocupados por Israel em 1967 e anexados em 1981.
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