Última hora Cristiano Ronaldo já treina sem restriçõesJorge Jesus lamenta oportunidades falhadas...Espanha: Governo prepara-se para aprovar...Tottenham arrasa Wigan com nove golosUsain Bolt e Sanya Richards atletas do ano...PCP defende manutenção de escutas "para processos...CDS-PP diz que estará atento ao cumprimento..."Assistimos a uma tentativa de decapitação...Carlos Carvalhal satisfeito com a atitude...Futebol: Taça de Portugal - Guimarães vence...
por
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Em 1977, em Jerusalém, tendo-lhe observado que mais cedo ou mais tarde os judeus teriam de partilhar Jerusalém com os palestinianos, um funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita atirou-me: "Nunca! Não esqueça que esta terra nos foi dada por Deus há três mil anos!" Já antes me tinha confessado que era ateu, mas formara os filhos no conhecimento da Bíblia e celebrava a Páscoa como está determinado. E eu percebi melhor como tantas vezes a religião não passa de cimento ideológico político. De facto, sobretudo desde a fundação do Estado judaico, há dois povos com a consciência de que a Palestina lhes pertence, respectivamente, há três mil e quase 1400 anos: os judeus reportam-se ao reino de David e Salomão - ano 1000 a. C. - e os palestinianos à conquista pelos árabes em 636 d. C.
Desde o século XIX, o movimento político sionista lutou por um Estado para o povo judeu - pensou-se na Palestina e também noutras regiões. Assim, embora a tenha apressado, o Holocausto não foi a causa da criação do Estado judaico. Em 29 de Novembro de 1947, por maioria sólida e com o beneplácito dos Estados Unidos e da antiga União Soviética, as Nações Unidas aprovaram a divisão da Palestina em dois Estados: um Estado árabe e um Estado judaico, com fronteiras claras, a união económica entre os dois e a internacionalização de Jerusalém sob a administração das Nações Unidas. Note-se que, apesar de a população árabe ser quase o dobro e os judeus estarem então na posse de 10% do território, ficariam com 55% da Palestina.
O mundo árabe rejeitou a divisão. Mas, à distância, mesmo admitindo a injustiça da partilha e suas consequências - é preciso pensar na fuga e expulsão dos palestinianos -, considera-se que a recusa árabe foi "um erro fatal" (Hans Küng). Isso é reconhecido hoje também pelos palestinianos, pois acabaram por perder a criação de um Estado próprio soberano pelo qual lutam. Em 15 de Maio de 1948, terminava o mandato britânico sobre a Palestina e Ben Gurion proclamou o Estado de Israel. A resposta árabe (palestinianos e Estados árabes vizinhos) não se fez esperar, e deflagrou a primeira de seis guerras. Entretanto, o Estado de Israel continua a não ser aceite por muitos árabes e há judeus que acalentam a tentação do sonho de um Estado que abrangesse toda a Palestina. E aí está um dos focos principais de instabilidade mundial.
Como já deveria ter-se tornado claro, a guerra não gera a paz, que só pode chegar mediante o diálogo, a diplomacia, cedências mútuas, com dois pressupostos fundamentais: o reconhecimento pelos Estados árabes e pelos palestinianos do Estado de Israel e o reconhecimento por Israel de um Estado palestiniano soberano viável (é pura utopia irracional pensar em Jerusalém como capital dos dois Estados ou na sua internacionalização?).
No conflito do Médio Oriente, estão envolvidos homens e mulheres que de um modo ou outro estão vinculados às três religiões monoteístas. A mensagem dessas religiões, apesar de todas as tragédias históricas, é de paz. Lê- -se em Isaías: "Transformarão as suas espadas em relhas de arados, e as suas lanças, em foices. Uma nação não levantará a sua espada contra outra e não se adestrarão mais para a guerra." No Sermão da Montanha, Jesus declarou "bem-aventurados os construtores da paz, porque serão chamados filhos de Deus". No Alcorão, apesar da exortação à "preparação de toda a força" contra os infiéis, ordena-se: "Mas se eles se inclinarem para a paz, inclina-te tu também para ela. E confia em Deus!"
O conflito do Médio Oriente é sobretudo político. Mas, como escreveu o teólogo Hans Küng, em duas volumosas obras fundamentais - O Judaísmo e O Islão -, não haverá paz nem no Próximo nem no Médio Oriente enquanto os membros das três religiões monoteístas, que se reclamam de Abraão, se não tornarem activos politicamente, impedindo o fanatismo religioso.
Assim, com base na Bíblia hebraica e no Novo Testamento, judeus e cristãos devem empenhar-se no reconhecimento da dignidade dos povos árabes e islâmicos, que "não querem ser as últimas colónias" sobre a Terra. Com base no Alcorão e no Novo Testamento, muçulmanos e cristãos devem comprometer-se com a exigência do reconhecimento do direito à vida do povo judaico, que "sofreu mais do que todos os outros ao longo dos últimos dois mil anos".
Com base na Bíblia hebraica e no Alcorão, judeus e muçulmanos devem empenhar-se a favor da "liberdade ameaçada das comunidades cristãs" em muitos países do Próximo e do Médio Oriente.
Uso em excesso de antivirais
Surfista tetraplégicochama outros jovens
Passos Coelho quer discutir emprego
O maior lago artificial da Europa
Navio encalhado impede sete cavalos de participar em prova
Moção contra os contentores
A brasileira de 20 anos que uma minissaia tornou famosa
Vigilantes da Carris agredidos nos bairros
'Poker' é profissão a tempo inteiro para 50 portugueses
"A prevenção da obesidade infantil em Portugal é zero"
Mais de vinte portugueses já ganharam o Euromilhões
Carro voou e perfurou camião cheio de gasóleo
PGR arquiva escutas de Sócrates sem ouvir Noronha
Distritais PSD de Lisboa e Porto querem directas já
Oliveira Costa com acusação deduzida
Luva de Michael Jackson vendida por 235 mil euros
Campos de concentração para tâmiles esvaziados
"Não fui escolhido por ter olhos bonitos, tenho tarimba"
gripe A
sida
brasil
ALEXANDRA
bpp
mangualde
Castelo Branco
EMPREGO
gnr
psp
Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?
Grande Colecção Xutos & Pontapés
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos