Última hora Camargo compra 22% da Cimpor à Teixeira DuarteO avançado dos três a zero ao BenficaBolsa abre a subir 1,21% para os 7588,51...Investimento em dívida cai para metadePortugal vai emitir OT a dez anosCSN quer impugnar mudança na CimporBanif abriu escritório em Hong KongAccionista do BPP prepara novo plano de salvaçãoToyota chama para revisão 'Prius' vendidos...Vendas de carros vão subir 2,2%
por
Eduardo Dâmaso
A situação política em Timor não pára de surpreender. O novo episódio da crise é epistolar - uma carta de Xanana a Alkatiri a exigir-lhe a demissão com base num programa da televisão australiana em que é afirmado que o primeiro-ministro teria promovido a distribuição de armas a militares da Fretilin.
O assunto da entrega das armas é melindroso e está a ser investigado pelas autoridades judiciais timorenses. Não há ainda nenhuma espécie de conclusão, mas o Presidente da República, que tem a especial obrigação de manter a serenidade e ser o garante das instituições, pôs o país em alvoroço dizendo em papel timbrado e com a solenidade das declara- ções de Estado o que a sua mulher diz habitualmente na cozinha lá de casa ou em incursões pelos bairros pobres de Díli.
Xanana escreve a carta num tom idêntico ao das declarações recentes da sua mulher, a australiana Kirsty Sword, sobre Alkatiri, em que esta não só disse que o primeiro-ministro devia demitir-se como anunciava que, caso não o fizesse, seria demitido pelo seu marido.
As relações de Estado em Timor já tinham descido ao mais baixo nível de paroquialidade quando se percebeu que em muito dependiam da vida do- méstica do Presidente. Agora passaram para a fase mais preocupante: o tom simplório com que têm sido comentadas as relações institucionais saiu mesmo da cozinha do Presidente e entrou nas instituições.
A carta de Xanana - que o DN publica nesta edição - representa a triste paródia a que chegou a política timorense. Um país que está à beira de uma guerra civil é atravessado por ódios mortais ao nível das mais altas figuras do Estado, fomentados por guerras antigas ou por interesses económicos e diplomáticos da Austrália.
Com este comportamento Xanana Gusmão volta a incendiar o clima político em termos que podem ser incontroláveis num país onde há centenas de civis armados, polícias e militares amotinados, rivalidades étnicas, invejas pessoais e que se transformou num palco de obscuras manobras diplomáticas. Com uma liderança que gere ódios o povo só pode mesmo é procurar abrigo do seu próprio medo. O braço-de-ferro entre Xanana e Alkatiri chegou a um ponto de não retorno e pode mesmo acabar num banho de sangue. E, até aqui, quem se tem esforçado por evitar tal tragédia tem sido Alkatiri e não o Presidente de Timor- -Leste.
História: Zheng He contra Vasco da Gama - nova biografia contrapõe "cortesia" a "invasão colonial"
Grécia: Milhares de funcionários públicos protestaram na rua contra medidas de combate à crise
Camargo compra 22% da Cimpor à Teixeira Duarte
O avançado dos três a zero ao Benfica
Ucrânia/Eleições: Comissão eleitoral anuncia vitória de Ianukovitch depois de contados todos os votos
Bolsa abre a subir 1,21% para os 7588,51 pontos
À beira do precipício, mas com esplanadas sempre cheias
Família descobre morte de filho através do Facebook
PGR: Lei do segredo de justiça "não é má, é péssima"
"Não há indício de plano do PM para controlar a imprensa"
Entram no banco, tiram o véu e dizem: "mãos ao ar"
Alan Kaufman reinventa o guarda-chuva
Sócrates nega indicações à PT para compra de televisão
Paulo Rangel considera "estranhas" críticas de Assis
Rangel denuncia plano do Governo para controlar Media
brasil
diana piedade
bpp
emprego
haiti
acidente
idolos
salvador caetano
mario crespo
crel
Quem tem mais culpas na má época do Sporting?
Curso de Fotografia e Vídeo Digital
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos