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Incentivos fiscais à Portucel aprovados

 

Os incentivos fiscais que o Governo decidiu atribuir à Portucel, no âmbito do investimento de 670 milhões de euros que a empresa vai realizar numa nova máquina de papel, foram ontem oficialmente aprovados. A luz verde definitiva foi concedida com a publicação em Diário da República da resolução do Conselho de Ministros. No total, a Portucel vai receber 175 milhões de euros em 'ajudas' públicas, repartidos em benefícios directos avaliados em 102 milhões e em incentivos fiscais de 73 milhões, a distribuir por dez anos.

O apoio do Governo diz respeito ao dois projectos em separado. Por um lado, a empresa controlada por Pedro Queiroz Pereira vai aplicar 481 milhões de euros, na aquisição de uma nova máquina de papel. Este investimento vai permitir a "total integração de pasta branqueada em papéis finos, reduzindo dessa forma a exposição da empresa ao mercado da pasta, e permitirá ao Grupo Portucel Soporcel reforçar significativamente a sua competitividade no mercado de papel, assumindo posição de liderança ao nível europeu do mercado de papéis finos não revestidos", justifica a resolução. Além disso, com a entrada em funcionamento da nova máquina serão criados 180 novos postos de trabalho.

Para o Governo, este projecto apresenta uma "relevância excepcional para a economia nacional", pelo que o benefício fiscal a conceder em sede de IRS se traduz também numa majoração de 3%.

Por outro lado, a papeleira vai ainda investir 189 milhões de euros na "modernização da sua unidade produtiva, através da melhoria operacional dos processos produtivos, do desenvolvimento e optimização da capacidade dos equipamentos e da introdução de novas tecnologias amigas do ambiente, bem como da melhoria da eficiência energética", justifica a resolução governamental. Este projecto vai permitir manter 794 postos de trabalho "com elevado nível de habilitações escolares e formação especializada, para além de contribuir de forma assinalável para o aumento do emprego indirecto quer a montante quer a jusante, favorecendo assim o desenvolvimento da região em que se encontra", Cacia, em Setúbal. Assim, neste caso, a majoração do benefício fiscal concedido em sede de IRS é de 2%.

Estes dois investimentos vão permitir à papeleira reforçar a sua actividade. Foi também com este objectivo que a empresa se candidatou à Celbi, fábrica de pasta de papel que a escandinava Stora Enso colocou à venda. A unidade localizada na Figueira da Foz acabou por ser alienada à Altri, holding industrial do grupo liderado por Paulo Fernandes. C


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