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Isabel Lucas
Três dias após ser apresentado oficialmente por três ministros, o Plano Nacional de Leitura (PNL) foi apresentar-se ontem à Feira do Livro de Lisboa através das duas comissárias Isabel Alçada e Teresa Calçada. e a convite da câmara.
Da plateia, maioritariamente composta por professores, o que mais se ouviu foi questionar a competência ou falta dela para executar um plano considerado ambicioso, mas em alguns pontos com "pouco de inovador". Uma professora de Leiria, após ter escutado o anúncio de que a Dom Quixote oferecera 20 mil livros para distribuir pelas escolas ao abrigo do PNL, tinha questões concretas. Os critérios de selecção das listas de obras irão ser divulgados? As ofertas dos editores só serão feitas após a divulgação das listas? Irá ou não haver pressões (editoriais/económicas) para escolher determinados livros em detrimento de outros? Para um questionário longo, uma resposta breve. Sim, os critérios serão explicitados e a lista de livros é muito ampla e será permanentemente actualizada. "Sou contra cânones", afirmou Isabel Alçada que, no fim, lançou um desafio à professora: "Contamos consigo!" Como "mediadora de leitura", entenda-se, palavra-chave no vocabulário deste PNL, que apela à participação da sociedade. O objectivo, disse Teresa Calçada, é "congregar esforços".
Quanto ao cepticismo manifestado por outra assistente, Isabel Alçada respondeu com um exemplo. "Disseram o mesmo quando foi lançada a rede de bibliotecas escolares e o resultado está à vista."
O arranque é agora, com três ministérios (Educação, Cultura e Presidência do Conselho de Ministros) a disponibilizar dois milhões de euros para a compra de livros. A avaliação será daqui a cinco anos. "Pouco tempo", declarou Isabel Alçada, "quando o objectivo é aumentar os índices de leitura do país".
Isto, numa altura em que, acrescentou, "ainda não dispomos de instrumentos, ao contrário de muitos países, para medir a 'lisibilidade' de um livro".
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