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Sócrates não dá a táctica mas acredita na vitória

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Elisabete Silva Leonardo Negrão  

Não venho dar a táctica. Só venho desejar boa sorte", disse o primeiro-ministro José Sócrates, que ontem, ao final da tarde visitou a selecção em Évora.

Durante a curta visita que efectuou ao hotel da equipa, o governante lembrou que "A selecção tem o apoio e a solidariedade do povo português e os jogadores sabem que o país está muito envolvido e que sabem que eles [jogadores] representam o país."

Sócrates, que vai assistir ao primeiro jogo de Portugal, frente a Angola, disse acreditar que "podemos ser campeões do mundo".

De tarde, a equipa efectuou o penúltimo treino em Évora, presenteando o muito público presente (uma constante no estágio) com um jogo. A equipa "principal" - que venceu por 3-1, com golos de Pauleta, Ronaldo e Hélder Postiga (Simão marcou o tento de honra da formação "secundária") - foi constituída por Ricardo; Miguel, Ricardo Carvalho, Meira, Nuno Valente; Costinha, Petit, Ronaldo, Deco, Figo; Pauleta.

Ontem foi a vez de o guarda-redes Ricardo falar aos jornalistas. Para o titular da baliza de Portugal, agora "não há os fantasmas de 2002". Há quatro anos o jogador foi relegado para o banco a favor de Vítor Baía, depois de ter feito grande parte da qualificação. Essa "guerra" está no passado. "Não penso no que se passou", garantiu, estando preparado para assumir a responsabilidade e "lidar com os bons e maus momentos".

No Mundial Coreia do Sul/Japão, Portugal foi afastado na primeira fase e Baía não mais foi convocado. Ricardo tem sido desde então o eleito do actual seleccionador, Luiz Felipe Scolari. As suas exibições tanto o elevam à condição de herói como de vilão. No Euro 2004, os quartos--de-final frente a Inglaterra terá sido um dos momentos mais memoráveis da sua carreira. Marcou uma grande penalidade e defendeu outra, assegurando a passagem às meias-finais. Ricardo salienta que o importante é que todos os jogadores construam "um momento especial".

Se não restam dúvidas quanto à condição de titular de Ricardo, já de Maniche ainda persistem algumas interrogações. A sua época pouco estável - desentendimento com o Dínamo, lesão que o levou a ser operado e pouca utilização no Chelsea - poderá custar-lhe o lugar que tem sido seu desde o Euro 2004. "Pelo que tenho feito, mereço cá estar", salientou Maniche. Há dois anos uma equipa-base do FC Porto levou Portugal à final do Euro, agora, com os atletas espalhados por vários clubes, Maniche não acredita que se tenha perdido alguma da dinâmica. "Não é neste espaço de tempo que se perdem qualidades", realçou.


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