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Líder do CDS garante que estará no Governo em 2009

por

Francisco Almeida Leite Leonardo Negrão  

Opresidente do CDS/PP disse ontem que os democratas-cristãos estão a fazer o seu trabalho de casa para serem chamados de novo a assumir outras responsabilidades.

Podia ser um discurso de pré-campanha, mas não era. A três anos das eleições legislativas de 2009, e sem quaisquer outros actos eleitorais pelo caminho, José Ribeiro e Castro foi às II Jornadas Abertas sobre Turismo, que se realizaram num hotel de Lisboa, garantir: "Este é um CDS que se prepara para voltar a ser Governo em Portugal." E deixou a nota que, se isso acontecer e quando acontecer, será "com mais peso e influência política".

No corolário de uma polémica com Telmo Correia, que foi seu opositor no congresso do ano passado, Ribeiro e Castro assegurou também que "não foi por acaso que, com o CDS no Governo, tivemos pela primeira vez um ministro do Turismo em Portugal". Ministro esse que era justamente Telmo Correia e que acabou por não estar presente nestas jornadas fruto de uma série de mal entendidos sobre o convite. O deputado começou por dizer que não foi convidado, depois terá sido convidado em pleno congresso (há quinze dias) e terá então declinado o convite por ter surgido "em cima da hora".

Ontem, Ribeiro e Castro disse que "quando o CDS voltar a ser Governo em 2009, o Turismo vai voltar a ter um ministro", lembrando que este Executivo, como outros anteriores, não atribuiu à pasta mais que uma secretaria de Estado. À saída das jornadas, que se realizam na alçada do Conselho Económico e Social do partido - ao qual pertencem vários deputados, ontem ausentes -, Ribeiro e Castro recusou comentar o "desconvite" a Telmo, dizendo no entanto que "o painel [da conferência] tinha grande qualidade". E perante a insistência dos jornalistas disse ainda que não fazia comentários "sobre quem esteve ou quem não esteve".

Economia ao nível da perdiz

Mas o ponto central da intervenção de Ribeiro e Castro foi a Economia - perante uma sala onde pontificavam apenas Miguel Anacoreta Correia, Narana Coissoró, Paulo Núncio e pouco mais de duas dezenas de participantes, para além dos membros do painel. O líder do CDS lembrou que o partido "tem dedicado muita atenção aos temas da Economia", porque, no seu entender "não são só as Finanças ou o défice" que interessa analisar.

Os indicadores que, na véspera, foram citados por José Sócrates no fim da Comissão Nacional do PS foram contrariados pelo líder do CDS. Segundo Ribeiro e Castro, "há vários relatórios que dizem que Portugal vai continuar a ter taxas de crescimento ao nível da perdiz: voam baixinho, baixinho".

Assegurando que um dos segredos poderá ser "colocar o Turismo no centro da agenda política", Ribeiro e Castro deixou cinco compromissos do CDS para 2009: IVA mais baixo; agilizar procedimentos administrativos; maior mobilidade e flexibilidade laboral; mais investimento promocional e maior envolvimento dos empresários. Sobre o noticiado encontro com Paulo Portas para uma maior colaboração, disse: "Isso é só uma notícia."


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