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"A central nuclear que pretendemos instalar em Portugal será seguríssima." Quem o afirma é Pedro Sampaio Nunes, um dos promotores do projecto de construção da central que tem em Patrick Monteiro de Barros o rosto mais conhecido. No debate realizado na TSF na passada sexta-feira, Sampaio Nunes afirmou que "nas centrais nucleares de segunda geração, que substituíram as do tipo de Chernobyl, nunca houve qualquer acidente". "E nas de terceira, que são semelhantes àquela que pretendemos construir, as condições de segurança foram aumentadas dez vezes em relação às de segunda geração", afirma. Sampaio Nunes explica que um cenário como o do acidente de Chernobyl "já não é possível" porque a sofisticação da tecnologia "já não deixa passar a radioactividade para fora da central".
Luís Mira Amaral, outro dos participantes no debate, diz que "não é sério" comparar Chernobyl com um possível acidente numa central produtora de energia atómica no Ocidente. "A tecnologia e a vigilância sobre os Governos e as empresas existentes num Estado democrático são muito maiores do que eram no sistema soviético", diz. Sobre a situação portuguesa, o ex-ministro pretende alguma desmistificação. "Quer queiramos quer não, já temos os riscos do nuclear em Portugal", afirma, lembrando que "o facto de existirem centrais em Espanha é, do ponto de vista ambiental e de risco nuclear, absolutamente igual a tê-las cá". "Do ponto de vista pragmático é forçoso que se discuta que, se já temos os riscos, devemos ou não colher os benefícios", defende.
Sampaio Nunes abordou ainda a questão do nuclear como alvo do terrorismo. "Como a radioactividade nas novas centrais não passa para o exterior, os terroristas abandonaram a ideia, preferindo atacar alvos civis como as torres de Nova Iorque", assume. No que diz respeito à proliferação para fins militares, apenas lamenta a situação "criada pelo Ocidente", que "empurrou para países em vias de de-senvolvimento uma tecnologia altamente sofisticada". C
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