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por
Susete Francisco*
O deputado socialista Manuel Maria Carrilho vai pedir à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que analise um conjunto de artigos publicados na imprensa na última semana - na sequência do lançamento do livro Sob o Signo da Verdade, relativos às relações entre as agências de comunicação e os media. Carrilho pede à ERC que decida "se há matéria para recorrer a outras entidades", sem especificar quais.
Numa declaração aos jornalistas, no Parlamento, o ex-candidato à Câmara de Lisboa afirmou que o seu livro "tem provocado um debate muito interessante" - suscitando "uma grande variedade de abordagens" e "múltiplos sinais" de que a matéria abordada deve ser analisada.
"A ERC é a entidade responsável pela isenção e pluralismo no espaço público. A ela caberá ver se há matéria para, inclusivamente, recorrer a outras entidades. Eu estou a cumprir o meu dever, faço votos para que todos cumpram também o seu", afirmou o deputado socialista.
Candidato derrotado à câmara de Lisboa, nas últimas eleições autárquicas, Carrilho acusa no livro a agência de comunicação Cunha Vaz e associados de lhe ter proposto "a recolha - obviamente ilícita - de fundos e a compra de opinião". Referindo-se aos jornalistas como "matilha", acusa a SIC Notícias de lhe ter feito uma manobra idêntica à das polícias políticas de Leste.
No conjunto de recortes de imprensa que o deputado vai entregar à ERC conta-se uma notícia sobre as declarações de Emídio Rangel feitas na apresentação do livro - em que este afirma que "há jornalistas que se vendem e prostituem na praça pública" -, bem como artigos de opinião de Eduardo Cintra Torres (colunista do Público), Francisco Ferreira da Silva (subdirector do Semanário Económico), José Medeiros Ferreira e Vicente Jorge Silva (colunistas do DN).
Carrilho disse ainda ter reunido, esta semana, com o presidente da ERC, tendo entregue a Azeredo Lopes um exemplar do seu livro e manifestado a sua disponibilidade "para todos os esclarecimentos que se julguem oportunos". A reunião aconteceu na passada terça-feira. "Manuel Maria Carrilho pediu uma audiência a título privado" a Azeredo Lopes, disse ao DN Pinheiro Torres, director-executivo da ERC. O regulador não tomou nenhuma decisão sobre a solicitação do deputado. Azeredo Lopes está no estrangeiro pelo que o conselho regulador só reúne na próxima semana. *com MA
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