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por
Jornalista pedro.roloduarte@gmail.com
Pedro Rolo Duarte
Faço parte da "matilha" que fria e implacavelmente toldou a caminhada gloriosa do dr. Carrilho até aos paços do concelho. Na qualidade de membro dessa agremiação de malfeitores coube-me, segundo se escreve na página 127 de Sob o Signo da Verdade, escrever um editorial no Diário de Notícias que, além de "tosco", foi "revelador das intenções de toda a manobra". Neste caso, "manobra de diversão que mudasse o foco da atenção pública para outra coisa" que não as ideias e a estratégia do candidato à câmara. O DN, diz Carrilho mais à frente, fazia parte dos seis jornais que A. Cunha Vaz "se gabava" de "ter na mão" - o que significa que eu, na altura subdirector deste jornal, terei sido comprado ou manipulado, ou ambas as coisas, pelo tal A. Cunha Vaz, e o editorial que escrevi fazia parte da poderosa "campanha" de Carmona Rodrigues destinada a desvalorizar a genialidade dos lugares-comuns que o candidato socialista exibia diariamente.
Num país civilizado, eu devia processar o dr. Carrilho e ganhar muito dinheiro com a mancha que ele pretende deixar sobre o meu nome, que leva 25 anos de carreira profissional sem mácula. Em Portugal, talvez devesse seguir a estratégia de alguns amigos de Carrilho e, ao encontrá-lo na rua, enfiar-lhe dois murros bem dados, reduzindo-lhe o nariz à sua efectiva relevância pú-blica, ainda que lhe desse mais alguns minutos de notoriedade nas páginas do 24 Horas.
Como o país não é civilizado e eu não sou dado à violência física, resta-me escrever e publicar aqui o que diria ao dr. Carrilho se acaso o encontrasse neste instante na rua: "E se o sr. fosse à merda mais as suas invenções delirantes e perseguições disparatadas?" Melhor e mais simplesmente dito: "Porque raio não se enxerga, dr. Carrilho?"
Quanto ao essencial da acusação, devo comunicar aos leitores do livro Sob o Signo da Verdade que não conheço o sr. Cunha Vaz de lado algum, escrevi sempre os editoriais que entendi sem quaisquer limitações, e declarei publicamente o meu apoio à dra. Maria José Nogueira Pinto, apesar de ser eleitor habitual do Partido Socialista.
Ou seja, no que me diz respeito, estamos "Sob o Signo da Mentira". Ora, quem não se sente não é filho de boa gente. E eu sou.
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