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por Sónia Correia dos Santos
"Dentro de três anos, o Sol será o maior e mais influente semanário nacional", disse ontem, na sua apresentação oficial, José António Saraiva, o director do novo projecto editorial que quer ir buscar 20 pessoas ao concorrente Expresso.
No entanto, o novo jornal, que estará nas bancas todos os sábados, a partir de 16 de Setembro, pretende afirmar-se "pela positiva" e não foi criado "contra ninguém", afirmou Saraiva, que admitiu, contudo, que o objectivo último é ultrapassar o seu maior concorrente, o Expresso.
José António Saraiva, que conta no projecto com José António Lima (director-adjunto), Mário Ramires (subdirector e responsável pelo caderno principal) e Vítor Raínho (subdirector e editor da revista do jornal, intitulada Tabu), todos antigos membros do semanário da Impresa, quer chegar aos 50 mil exemplares vendidos no primeiro ano.
Situado na Rua de São Nicolau, na Baixa lisboeta, o edifício de seis andares vai albergar um grupo de 70 profissionais, dos quais 40 serão jornalistas, 20 colaboradores regulares e dez estagiários. Ao seu rival irá buscar 20 pessoas "entre jornalistas, gráficos e infográficos".
Confrontado pelo DN, o actual director do Expresso, Henrique Monteiro, afirmou que "até ao momento, ninguém mostrou a intenção de sair". E reforçou: "como tenho os pés bem assentes no chão e só lido com factos, essa informação encontra-se no campo das intenções".
A estratégia editorial do novo semanário aposta na inovação de conteúdos e na proximidade com os leitores. Com o formato tablóide, e com preço de capa de dois euros (menos um do que o concorrente), o Sol será composto pelo caderno principal (64 páginas), caderno de economia, com o nome de Confidencial (16), a revista Tabu (100) e o guia Essencial (40).
É com os slogans "Um jornal como nunca se viu" e "Jornalismo de 4.ª geração" que a divulgação publicitária do título irá começar, 15 dias antes do seu lançamento. Os quatro directores e ainda Manuel Reis Boto, da área financeira, e António Frutuoso de Melo, da jurídica, constituem a estrutura accionista. O nome dos restantes investidores não foi divulgado, mas Saraiva adiantou que está garantido 100% do capital e que a sociedade será constituída formalmente ainda esta semana.
Com um investimento de seis milhões de euros, o projecto deverá atingir o break even em três anos.
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