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A empresa de consultoria Gestão Total vai internacionalizar os seus serviços já este ano. Os países escolhidos, para já, são a Itália, Brasil e Polónia. Depois de 13 anos de experiência no mercado nacional, a empresa encontrou uma fórmula "disruptiva" para descobrir o que está bem e alterar o que está errado no funcionamento de uma PME. E se possível contornar o corte de apoios comunitários. O director-geral da empresa, Manuel Teles Fernandes, disse que o QuickStrategicPlan poderá entrar noutros cinco países daqui por dois anos, elevando o volume de vendas a um mínimo de 13 milhões de euros a partir de 2008.
Analisar e corrigir em três dias o que está a funcionar mal numa empresa fazem do QuickStrategicPlan uma inovação na consultoria. A primeira de três etapas passa por fazer um diagnóstico estratégico da empresa, que poderá ser feita online em breve. As outras duas etapas são efectuadas por consultores: estudam-se cenários de saída para os problemas identificados e é desenvolvido um plano de acção concreto a curto e médio prazo.
As vantagens deste sistema são várias, mas Teles Fernandes refere sobretudo o aumento da rentabilidade. "O objectivo é focar a empresa no que lhe dá lucro e eliminar aquilo que não é rentável, eliminando áreas de negócio se necessário." O aumento dos lucros pode ascender aos 50% em alguns casos, mas "os 30% são fáceis de atingir", frisou. E são precisos alguns meses para o conseguir.
Numa altura em que se fala na transição para o IV Quadro Comunitário, e na sua subsequente falta de financiamento, Teles Fernandes afirma que o QuickStrategicPlan pode ajudar as empresas a superar a falta de apoio financeiro. "As empresas habituaram-se a usar fundos com o objectivo de serem rentáveis a curto prazo. Hoje, muitas delas desapareceram ou perderam dinheiro. Queremos provar que com uma boa estrutura a médio e longo prazo esse apoio do Estado não é preciso." No fundo, crescer de forma mais lenta, mas sustentada.
As empresas mais pequenas são o alvo da solução, adaptada e pensada para ser executada em três dias e por um mínimo de 1250 euros, em vez dos habituais "250 ou 300 mil euros", garantiu o responsável. Desde o início da comercialização, (2005), já angariou 20 clientes.
"Os nossos objectivos transnacionais são os mercados da Polónia, Itália e o Brasil, onde vamos estar presentes até ao final do ano", explicou ao DN. Os locais escolhidos para iniciar a expansão - São Paulo, Roma e Varsóvia - podem não ser os únicos no futuro, prevê a Gestão Total. Com o exemplo português a orientar esta aposta, Teles Fernandes acredita que em dois anos já esteja a facturar mais dois milhões de euros em cada país. Uma estimativa que considera relativamente fácil de concretizar. A facturação deve crescer aos 1,8 milhões de euros em 2006, mas deverá valer 3,5 milhões de euros já no próximo ano.
Depois dos primeiros três países, o objectivo é alargar a consultoria a mais cinco. "De preferência, queremos entrar nos novos países que aderiram à União Europeia. Os países de Leste, como a Estónia, Lituânia, Hungria ou República Checa serão mercados que necessitam de mais apoio e que têm tido grande crescimento", justificou. O modelo escolhido para o alargamento será o franchising, embora não esteja prevista a criação de escritórios para já. C
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