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por
Emanuel Graça
Omercado de trabalho está cada vez mais competitivo. Uma razão que obriga os indivíduos a apostar continuamente em acções de formação e no aprofundamento de conhecimentos. No entanto, o progresso na carreira não se faz só desta forma: a adopção de processos simples pode ajudar os sujeitos a melhorar a qualidade do seu trabalho. O ciclo PDCA é uma dessas ferramentas.
Tornado popular por Edwards Deming, o "pai" do controlo de qualidade moderno, o ciclo PDCA foi criado nos anos 20 do século passado pelo estatístico norte-americano Walter A. Shewhart e é a abreviatura de Plan, Do, Check, Act(Planear, Fazer, Controlar, Agir). Esta é uma ferramenta utilizada pelas empresas nos processos de qualidade que visa promover a mudança para aumentar a rentabilidade. No entanto, pode ser facilmente adaptada à gestão da carreira de cada um, facilitando o desenvolvimento pessoal.
A sua aplicação é simples (ver caixa) e deve ser feita de modo contínuo, em espiral. A ideia é que o ciclo PDCA seja aplicado de forma sucessiva, para que a mudança seja concretizada e possa levar a novos processos de melhoria em loop. Em termos abstractos, o final de cada volta do modelo deveria originar uma nova aplicação da ferramenta.
Tal como na gestão de qualidade, o ciclo PDCA deve ser usado na carreira procurando atingir novos objectivos e obter uma melhoria contínua e eficiente dos processos individuais. O importante é que todas as etapas do processo sejam encaradas de forma metódica e que o controlo dos resultados seja efectuado de forma objectiva.
O conceito base desta ferramenta é a noção de que o conhecimento e capacidades de cada um são sempre limitados, mas que podem ser constantemente aperfeiçoados. Em vez de se deixar afectar pela "paralisia da análise" para acertar nos processos logo à primeira, o ciclo PDCA trabalha sobre o pressuposto que mais vale ficar próximo e melhorar do que falhar de "forma exacta".
O poder deste processo para garantir a gestão e melhoria da carreira consiste na sua simplicidade de implementação. No entanto, embora fácil de perceber, exige bastante esforço individual para se tornar numa rotina devido às distracções, falta de empenho ou recursos, etc. Por isso, embora muitos defendam a importância do controlo da qualidade contínuo, ainda poucos o aplicam às suas próprias carreiras. C
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