Última hora (VÍDEO) Mão de Thierry Henry inspira tema...Ricardo Araújo Pereira exige demissão de...Nuclear: Estados Unidos pressionam Irão a...Ambiente: "Não nos podemos permitir falhar...China: Explosão numa mina provocou 104 mortos...Murray vence na estreia do MastersBayern empata com o líder e Van Gaal recebe...Uso em excesso de antiviraisSurfista tetraplégicochama outros jovens...Passos Coelho quer discutir emprego
por
Rute Araújo
Trinta dirigentes da saúde lesaram o Estado em mais de um milhão de euros, ao receberem remunerações e regalias a que não tinham direito - do uso de cartões de crédito à utilização de carros de alta cilindrada, passando por subsídios de representação. Cerca de 80% deste valor já foi reposto pelos próprios, mas existem ainda quatro visados que contestaram as conclusões e outros dois que se recusam a devolver o dinheiro.
Esta é a conclusão do relatório final da auditoria realizada pela Inspecção-Geral da Saúde (IGS) que, em 2004 e 2005, passou a pente fino as remunerações e regalias de mais de 300 dirigentes e gestores do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Do relatório de continuação, agora divulgado, resultaram 30 processos de inquérito, quatro deles de âmbito disciplinar - um incide sobre um director clínico que está ainda em funções. Nestes casos, a gravidade das infracções motivou, além do reembolso, uma penalização mais dura.
As conclusões vão seguir agora para o Tribunal de Contas e para a Procuradoria-Geral da República, já que em alguns casos existem indícios não só de abusos mas também de crime. Os nomes dos hospitais e dos gestores não foram divulgados, porque o caso está em segredo de Justiça.
Na primeira auditoria, concluída em Junho do ano passado, foram abertos processos de inquérito a 16 pessoas. Mas, no relatório de continuação, o número subiu para 30. Dos 1,2 milhões de euros que foram pagos indevidamente, os visados já devolveram cerca de um milhão. Contudo, os números podem ascender a valores ainda superiores, já que a IGS continua as investigações e há montantes que são difíceis de contabilizar.
O relatório já seguiu para o gabinete do ministro da Saúde e, num despacho assinado esta semana, Correia de Campos ordenou aos hospitais que desenvolvam acções que permitam ao Estado recuperar o dinheiro. Mesmo que isso exija accionarem processos cíveis contra os gestores. Até porque vários dos dirigentes investigados ainda estão em funções nas unidades de saúde.
A auditoria inédita da IGS, aprovada ainda pelo anterior ministro da Saúde Luís Filipe Pereira, teve como objectivo perceber se os benefícios dos administradores e gestores públicos da Saúde estão de acordo com a lei e com as regras da função pública. A conclusão foi que não. Se os dirigentes das Administrações Regionais de Saúde e sub-regiões entretanto regularizaram as suas situações, o mesmo não acontece para vários hospitais, quer as unidades com gestão empresarial quer com gestão pública tradicional.
Um dos casos mais graves, e que vai ser agora analisado pela PGR, por "apropriação ilegítima", envolve os ex-vogais da administração de um hospital do Sul do País. Os administradores receberam subsídios de deslocação no ano de 2004 e com efeitos retroactivos a 2003, para fazerem o caminho entre as suas próprias casas e a unidade de saúde. "Os montantes estão apurados, mas recusam-se a devolvê-los", diz a IGS.
O transporte foi um dos pontos onde ocorreram mais irregularidades: de administradores que usavam viaturas dos hospitais para uso pessoal - com a unidade a pagar o combustível sem limites de abastecimento -, a outros que alugaram viaturas topo de gama, sem autorização do conselho de administração. A maioria dos valores já foi reposta.
Mas as irregularidades não ficaram por aqui. Num hospital, três dos membros da administração receberam, com retroactivos até à data da sua nomeação, subsídios de representação por 14 meses do ano - ou seja, este montante extra foi acrescido também ao subsídios de Natal e de férias, o que é ilegal. Em sete unidades, existem casos idênticos que ainda não foram repostos. Só um administrador foi intimado a devolver perto de 20 mil euros, por acumulação de regalias a que não tinha direito.
Os inspectores detectaram ainda várias unidades que estavam a pagar, dos seus orçamentos, salários e prémios a gestores requisitados fora da saúde e, que por isso, auferiam salários e regalias muito acima da média.
No primeiro relatório, foi dado um prazo de dois meses para que fosse devolvido o dinheiro. Neste segundo, é dada ordem aos hospitais para agirem judicialmente.
(VÍDEO) Mão de Thierry Henry inspira tema musical
Ricardo Araújo Pereira exige demissão de Jorge Jesus
Nuclear: Estados Unidos pressionam Irão a cooperar com o Ocidente
Ambiente: "Não nos podemos permitir falhar em Copenhaga" - Brown
China: Explosão numa mina provocou 104 mortos, de acordo com um novo balanço
Murray vence na estreia do Masters
Sporting goleia Pescadores no Restelo
Colômbia-Venezuela: Uribe insiste nas intenções pacíficas do seu país
Indonésia: Ferry indonésio naufragou com mais de 200 pessoas a bordo
"Assistimos a uma tentativa de decapitação política"
Moçambique: RENAMO diz que vai iniciar campanha de desobediencia ao governo
Televisão: Reino Unido e Brasil lideram nomeações aos Emmy Internacionais
Ramal da Lousã: Movimento promete lutar até ao fim pela electrificação da linha
Futebol Praia: Mundial - Portugal vence Uruguai por 14-7 e termina no terceiro lugar
Benfica eliminado da Taça de Portugal
gripe A
sida
brasil
ALEXANDRA
bpp
mangualde
Castelo Branco
EMPREGO
gnr
psp
Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?
Grande Colecção Xutos & Pontapés
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos