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Um festival de teatro a unir o tecto do País

 

Três cidades de Trás-os-Montes unidas em torno de um festival de teatro. Devido a uma colaboração entre o Teatro de Vila Real e o Teatro Municipal de Bragança, o Vinte e Sete- Festival Internacional de Teatro, assim chamado em honra ao Dia Mundial da mais antiga arte dramática, terá espectáculos a circular pelas duas capitais de distrito. Alguns irão também a Chaves, que se junta ao itinerário do certame por via de nova parceria entre a organização e a Associação Chaves Viva. E assim, de hoje a 27 de Abril, com o apoio da Delegação Regional da Cultura do Norte, o tecto do País estará firme.

Dominado pelo humor, o Vinte e Sete contempla 18 espectáculos, apresentando projectos de Portugal, Espanha, França e Cuba, sem deixar de assinalar, no palco, duas incontornáveis efemérides: os 100 anos do nascimento de Beckett e os 50 da morte de Brecht.

Mas nem só de teatro se faz o festival, cujo calendário abrange o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor - 23 de Abril. Por essa razão, também a área da literatura será merecedora de atenção, com uma feira do livro e a publicação de Falésia, obra de poesia de Jorge Gomes Miranda. Duas exposições e um workshop rematam os eventos complementares.

Hoje, pelas 22.00, no Teatro de Vila Real, a abertura dá-se com A Fiestro y Liniestro, da companhia Spasmo Teatro, de Espanha. Peça de personagens fascinantes e absurdas que se movimentam, sem regras nem palavras, em cenários exóticos próprios de um mundo imaginário, tem o tom fantástico de uma aventura de Júlio Verne. A direcção é de Jordi Purtí.

A acção segue em Chaves, dia 29, no Cine-Teatro Bento Martins, com O Menos Mau das Noites Nocturnas de um Par de Dois, pelo Teatro da Palmilha Dentada, um best of do colectivo portuense dirigido por Ricardo Alves, com interpretação da dupla Ivo Bastos/Rodrigo Santos, os actores por trás das personagens do programa de humor da Antena 1, Palmilha News.

Um dia depois, no Teatro Municipal de Bragança, e a 31, no Teatro de Vila Real, é José Pedro Gomes quem dá cartas, com Coçar Onde é Preciso, mantendo a toada do riso. Que se prolonga pelos dias 5, 6 e 7 de Abril, via On Off, espectáculo de contrastes e paradoxos, da responsabilidade do Zanguango Teatro (Espanha). É o primeiro dos dois que visitam as três cidades, sendo o outro Vincent, Van e Gogh, do Peripécia Teatro, a 19, 20 e 21 de Abril. Referência ainda para Zé do Telhado, da Jangada Teatro (dia 12), Nada ou o Silêncio de Beckett, do Teatro de Marionetas do Porto (11 e 12) e A Cour & en Corps, do Cirque Baroque, de França (24 e 27).


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